O Executivo tem como meta anual, até 2017, a assinatura de contratos de investimentos privados no montante de quatro mil milhões de dólares norte-americanos, cerca de 400 mil milhões de kwanzas, valor que acaba de ser atingido em 2013, segundo a Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP).

Já em 2014, o maior desafio e o mais importante objectivo da administração da Anip é, com o apoio e labor dos trabalhadores, avaliar anualmente propostas de investimento avaliadas em 400 mil milhões de kwanzas, meta prevista para até 2017, já alcançada em 2013, onde 177 propostas de investimentos renderam um valor global de 444,2 mil milhões de kwanzas, montante que é o dobro do valor do investimento privado de 2012.

Com efeito, atendendo ao número crescente de investidores e a manutenção da meta do Executivo, a Anip depara-se com um desafio para reduzir os termos de avaliação estabelecidos pela lei, a fim de responder aos objectivos definidos. “Um dos grandes desafios da Anip para os próximos anos será a avaliação e aprovação de projectos estimados em 400 mil milhões de kwanzas até 2017, além de reduzir os termos de avaliação estabelecidos pela lei”, revelou a presidente do Conselho de Administração da Anip, Maria Luísa Abrantes, aquando da apresentação dos primeiros projectos de investimento, este ano.

Em jeito de balanço, Maria Luísa Abrantes revelou que os investimentos privados em 2013 foram feitos nas 18 províncias do país, com grandes limitações para Luanda, onde há pelo menos 3.400 projectos de investimento aprovados desde 2003, agravadas pela falta de monitoramento, devido à escassez de especialistas disponíveis para o efeito.

Assim, com a manutenção da meta dos 400 mil milhões de kwanzas, a Anip prevê melhorar o acompanhamento de projectos em fase de implementação para garantir que os mesmos sejam concretizados conforme a sua aprovação. A situação em Luanda, por exemplo, é uma das menos controladas devido ao facto de vários investidores privados não estarem baseados em morada acordada.
Ao todo, em 2013, a Anip avaliou e aprovou projectos em diversos sectores, com destaque para aqueles considerados prioritários para o relançamento do sector produtivo e a diversificação da economia do país, como as pescas, a indústria de transformação, indústria de material de construção, indústria de alimentos e outros.

Contudo, devido ao tamanho das suas empresas, mais de três mil projectos e da complexidade da região, Luanda vai receber uma atenção especial para diminuir as “limitações extremas” sobre os pobres de acompanhamento e monitoramento, cuja solução requer pessoal mais qualificado.

Além da meta anual de investimentos privados avaliados em 400 mil milhões de kwanzas até 2017, o Executivo angolano tem um plano estratégico para enquadrar infra-estruturas públicas cujo financiamento é feito por investidores privados. Uma oportunidade que será certamente aproveitada já a partir deste ano, segundo Maria Luísa Abrantes.

“Neste caso, o Governo não está a pedir investimento de risco. O que pede é que pelo menos os potenciais investidores que consigam financiamentos se encarreguem das obras e, depois, vão poder beneficiar, quer da garantia soberana para a cobertura do financiamento, como também da possibilidade, durante alguns anos que forem negociados, poder explorar esse tipo de barragem, ponte ou auto-estrada que tiver na altura”, disse.

Apesar dos fortes incentivos para a diversificação da economia angolana através dos investimentos privados, a indústria petrolífera ainda uma boa fasquia do investimento estrangeiro. Assim, Angola vai ser o principal destino para os investidores do sector do petróleo neste e no próximo ano, segundo previsões da consultora Business Monitor International (BMI).

“Esperamos que Angola mantenha a posição de principal destino de investimento dentro da indústria do petróleo”, afirma o relatório sobre Gás e Petróleo em Angola, sublinhando que apesar de se antever um abrandamento da produção de petróleo, os planos para novos projectos vão garantir um crescimento forte durante grande parte do período em análise – 2014 a 2018.