Miguel Augusto, 25 anos, vive na aldeia de Kamuanassala, no município de Nambuangongo, Bengo. Ele, por via de frutas ácidas, gerou energia eléctrica. Segundo ele, o projecto, suportado por fontes naturais, visa ajudar as comunidades rurais a terem luz no âmbito de um projecto de energia renovável.
Segundo o inventor, a energia renovável, no caso por via das frutas ácidas, funciona a base de um circuíto electrónico
O inventor disse que com uma “ginguenga” que é uma fruta ácida, consegue manter acesa uma lâmpada durante muito tempo.
“Começamos este projecto em 2016 e temos como perspectiva implementar o mesmo em grande escala nas comunidades rurais para contribuir na da melhoria da qualidade de vida das populações”, assume.
Durante a sua presença na Feiba, fez um apelo aos empresários, apostados na melhoria de vida das comunidades nas zonas rurais, a patrocinarem a implementação deste sistema de geração de luz eléctrica lá onde ainda não há distribuição a partir do sistema mais comum: o hidroeléctrico.
Ele vive numa comuna onde não há luz. E como a necessidade aguça o engenho, partiu para este momento criativo que pretende que dê os seus frutos para o bem de todos em condições semelhantes à sua.
Diz usar a ginguenga, mais também a laranja e o limão por serem cítricos, a base do resultado da sua iniciativa.
Realçou que a sua iniciativa veio para mostrar que em Nambuangongo também existem jovens com talento e que querem se formar nas áreas das engenharias e contribuir, com o seu saber, para o desenvolvimento do país.
“Necessitamos de apoio financeiro, para um estudo de viabilidade deste e outros projectos que temos em carteira e tal passa pela aquisição de material de qualidade”, rematou.
O jovem já participou nalgumas feiras sobre tecnologia onde apresentou os seus projectos, na qualidade de membro da associação de inventores de Angola.