Os empresários ligados ao sector da indústria devem aproveitar ao máximo os resultados da conferência de Malanje, pois que o repto para o investimento privado foi lançado. Esta afirmação pertence a ministra da Indústria, Bernarda Martins, que realçou que nesta altura há no seu pelouro projectos de apoio aos investidores que pretendem apostar nos Pólos de Desenvolvimento Agro-Industrial existentes no país, em particular na província de Malanje.

A ministra da Indústria disse que houve uma maior atenção no Orçamento Geral do Estado para 2016, que foi aprovado pelo Governo, e que será remetido à Assembleia Nacional, tendo em vista a redução da dependência excessiva do petróleo. “É nos momentos de dificuldade, como este que o país enfrenta, que devemos começar a pensar na diversificação da economia e neste passo, Angola está a caminhar com segurança”, disse.

Já o presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento do Pólo Agro-Industrial de Capanda (SODEPAC), Carlos Fernandes, apresentou os projectos estruturantes do plano de desenvolvimento do pólo.

O gestor adiantou que o projecto prevê o cultivo de culturas através das cadeias produtivas de grãos, cadeia produtiva avícola, bovina, florestal, da mandioca, cana-de-açúcar, frutícola, hortícola e unidade de beneficiamento de sementes. Carlos Fernandes realçou que os mesmos projectos têm como grande objectivo o desenvolvimento do agronegócio
naquela região do país.

O pólo tem uma área de 411 mil hectares, abrangendo os municípios de Cacuso, Malanje e Cangandala, ocupando um total de 186 bairros rurais. A Sodepac foi criada em 2008.

Agro-industrial de Malanje
O presidente da Câmara de Comércio Agro-Industrial de Malange, Domingos Jorge Sassassa, disse que a primeira Conferência Internacional de Promoção de Investimentos foi uma iniciativa louvável, visto que os empresários tiveram o privilégio de se inteirarem das potencialidades existentes a nível local. O responsável apelou à necessidade de se intensificar os investimentos no sector da agricultura, agro-indústria e turismo.

A iniciativa facilitou a interacção entre a associação e diversos empresários. Disse que a conferência permitiu ao tecido empresarial de Malanje absorver maior conhecimento com os temas que foram abordados, o que é prenúncio de que daqui há anos haverá o estabelecimento de parcerias com outros empresários.

Domingos Sassassa reafirmou o compromisso da Câmara de Comércio Agro-Industrial de Malanje em continuar a trabalhar e a congregar os diferentes homens de negócio locais e outras agremiações, nomeadamente, os da Associação dos comerciantes, Associação dos arquitectos de Malanje e Associação dos Hoteleiros de, para a criação de riqueza e oferta de mais empregos.