O desenvolvimento da região Sul, que engloba, além do Cunene, as províncias do Namibe, Huíla e Kuando- -Kubango depende da concepção e implementação de programas sociais e económicos que consigam responder aos desafios dos novos tempos e necessidades das populações.

Dinamizado pela recuperação do troço ferroviário do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, do Porto do Namibe e a completa operacionalização dos aeroportos locais, a região precisa, agora, de adoptar programas conjuntos de resposta às necessidades familiares e da própria governação.

Este apelo feito também, recentemente, pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que visitou a província do Namibe, combina com as preocupações do Executivo central que quer promover o crescimento equilibrado das localidades e de forma sustentada responder ao desafio de uma economia de escala competitiva e moderna.

O Chefe de Estado disse que o modelo de desenvolvimento do Kuando-Kubango deve ser seguido, uma vez preencher as várias  nuances requeridas aos governos provinciais, como mecanismo de resposta aos apelos das populações e conformar-se com o plano nacional de desenvolvimento, adoptado como principal instrumento de governação para o período 2012-2017.

Deste ponto de vista, a região Sul acelera na disponibilidade de melhorar a circulação rodoviária, recuperando as estradas, pontes e várias outras infra-estruturas económicas.

Em todo o corredor regional, aos governos provinciais pede-se que sejam multiplicadas as ofertas no domínio da energia (hidroeléctrica ou térmica), das águas, da habitação social, dos transportes, da educação, nos mais variados subsistemas, e do urbanismo.

Novas referências
A imponência do projecto transfronteiriço Okavango/Zambeze faz do corredor Sul uma “mina de ouro” seja do ponto de vista da integração regional, seja na aceleração do desenvolvimento de uma economia sustentável, baseada no ecoturismo e na protecção da fauna e da flora.

O Papagro tem como principais clientes os ministérios de Defesa, do Interior e empresas do ramo petrolífero e da construção civil.
O projecto Okavango/Zambeze é um dos maiores e mais ambiciosos projectos turísticos em todo o mundo. É uma iniciativa com objectivos múltiplos que inclui parte do território de cinco países da África Austral, nomeadamente Angola, Zimbabwe, Namíbia, Zâmbia e Botswana.

Estes objectivos têm a ver com a partilha de benefícios provenientes dos recursos da biodiversidade, através de melhores práticas de gestão, da conservação, do turismo e de oportunidades alargadas de meios de subsistência para as populações das áreas circunscritas ao projecto.

O Caminho-de-Ferro de Moçâmedes que deve também ligar pelas ferrovias Angola aos países vizinhos é encarado como sendo um importante eixo do desenvolvimento deste corredor. Combinando com o porto de águas profundas do Namibe, estas duas infra-estruturas assumem-se como decisivas para escoar a produção angolana aos países limitrófes, além de dinamizar as trocas na SADC.
Com 756 km de comprimento, a linha do Caminho-de-Ferro do Namibe, na época colonial conhecida como linha de Moçâmedes, é uma das maiores linhas de caminhos-de-ferro em África e outrora também das mais importantes.