Angola reafirmou esta semana, em Genebra, Suíça, a aposta no multilateralismo como meio privilegiado para enfrentar os problemas internacionais.
A posição do país foi manifesta pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, durante a 40ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos e no Debate de Alto Nível sobre Direitos Humanos e o Multilateralismo.
“É uma das principais bandeiras da política externa de Angola e está acolhida na Constituição”, afirmou o chefe da diplomacia angolana que encabeça uma delegação multissectorial.
Em Genebra desde domingo, Manuel Augusto sublinhou que a ONU, as organizações regionais e sub-regionais constituem-se nos fóruns com maior legitimidade para assegurar a tomada de decisões sobre os complexos desafios que se colocam à humanidade.
 Neste quadro, o governante angolano realçou a conclusão das negociações do Pacto Global sobre Migrações (GCM), um importante acordo negociado sob os auspícios das Nações Unidas.
O entendimento abarca todas as dimensões da migração internacional de maneira abrangente.
De igual modo disse, a União Africana realizou a sua 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, sob o tema geral, “Refugiados, repatriados e pessoas deslocadas internamente, em busca de soluções duradouras para o deslocamento forçado em África”.
Angola assume desde o início deste ano a coordenação das questões de direitos humanos dos países do Grupo Africano, representados no Conselho dos Direitos Humanos, uma área relevante no contexto da agenda política mundial.

Turquia cooperação

A Turquia manifestou interesse em investir em Angola fundamentalmente no sector agro-pecuário, infra-estruturas e energético, e apoiar as políticas de reforma de relançamento da economia levadas a cabo pelo Executivo angolano.
A informação foi avançada esta quarta-feira, em Luanda, pelo embaixador daquele país europeu em Angola, Alpy Ay, à saída de um encontro com o presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.
O governo da Turquia está pronto para cooperar, investir e diversificar a economia angolana, ressaltou o embaixador.
Segundo o diplomata turco, as matérias relacionadas com o sector petrolífero também podem ser exploradas, atendendo o potencial de Angola na produção do crude (principal produto de importação).
Adiantou que, o governo do seu país está pronto para apoiar as políticas de desenvolvimento levadas a cabo pelo Executivo angolano.
Para si, o volume de negócios entre os dois Estados ainda não é o desejado e almeja que aumente nos próximos tempos.
Dados de 2016 referem que a balança comercial entre a Turquia e Angola situava-se em 134 milhões de dólares (117,5 milhões de euros).

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