As várias vias que recebem obras de reabilitação e requalificação registam um nível avançado de execução para que os automobilistas comecem a sentir o efeito da intervenção feita pelo Executivo.
Recentemente, o secretário de Estado da Construção, António Flor, disse que as obras estão a ser implementadas em três fases.
A primeira foi concluída por altura da celebração dos 40 anos da independência nacional, assinalados em 2015, que consistiu na revitalização das mesmas vias. A segunda fase dos trabalhos nas vias secundárias e terciárias de Luanda, considerada “fase mais profunda”, estão executados em 70 por cento. Já a terceira, que também está em fase de implementação, consiste na sobreposição de nova camada asfáltica.

Rangel

Numa ronda feita, constatou-se que na rua da Brigada, no distrito urbano do Rangel, as obras seguem a bom ritmo com homens a trabalharem diariamente para acabar com as queixas dos munícipes, principalmente, quando chega a época chuvusa.
O sistema de drenagem das águas residuais foi profundamente modificado com as novas canalizações de maiores dimensões para suportar as cargas pluviométricas. Ali, cerca de dois quilómetros de estradas estão preparados para receber tapete asfáltico nos próximos dias.
As obras na Brigada estão entregues à empresa chinesa HEC, que segundo um trabalhador da mesma, as obras também vão contemplar as ruas Soba Mandume, passando pelo Prédio Sujo até ao bairro São Paulo e à rua que liga a estrada da brigada à escola Ngola Mbandi.
Na rua dos CTT, ainda no distrito urbano do Rangel, as obras de requalificação encontram-se, igualmente, em estado avançado com termo previsto para o corrente mês.
Quando as obras estiverem concluídas, populares e automobilistas terão mais soluções para escaparem dos engarrafamentos que se registam nas principais vias.
“Estamos a acompanhar os trabalhos que estão a ser feitos e esperamos que sejam obras que durem, estradas que, realmente, sirvam de mais-valia e que resistam as chuvas. O bairro dos CTT é muito movimentado e com as estradas reabilitadas darão afluência de negócios”, disse o morador Alberto Machado.

Sambizanga

Cenário idêntico pode ser visto na rua 12 de Julho, no distrito urbano do Sambizanga, interditada para obras de melhoria. Os trabalhos estão em andamento e, neste momento, está a ser feita intervenção profunda nas infra-estruturas de drenagem das águas pluviais e residuais.
A via já está em fase de terraplanagem e prevê receber nos próximos dias a primeira camada do tapete asfáltico.
As obras visam colmatar os transtornos que os moradores, transeuntes e automobilistas passam. Esta importante via liga também a rua Lueji À Nkonde e a avenida Ngola Kiluanji. A Lueji Nkonde também está a receber obras de restauração nos dois sentidos. Lá pode-se notar a presença de vários jovens subcontratados pela empreiteira chinesa GHCB, que conseguiram o seu primeiro emprego e dão o seu contributo no processo de reconstrução nacional.
“As obras estão a decorrer bem e dão outra imagem à via. Acredito que cada um deve fazer bem o seu trabalho porque quem saí a ganhar somos nós, pois teremos estradas boas para podermos circular”, salientou Mário Tchiundi, ferreiro de obras.
A reportagem apurou que depois de reabilitadas as vias serão entregues à Unidade Técnica de Saneamento e Gestão de Luanda (UTSGL), que fará a manutenção.

Estrada nova

A nova estrada que liga a Avenida Ngola Kiluanji à rua de Cacuaco, km 9, tem ajudado os automobilistas e populares na fácil circulação rodoviária. Para trás, ficaram dias difíceis de chegar até ao município de Cacuaco. Esta via de cinco quilómetros, totalmente asfaltada, com passeios e iluminação pública, serve de escapatória para muitos automobilistas que saem de Cacuaco em direcção ao bairro São Paulo.
Da avenida Ngola Kiluanji para o Cacuaco, os passageiros apanham apenas um táxi que os deixa próximo de casa.

Conceitos

A estrada secundária divide uma área de produção do povoado. Geralmente, apresenta padrão simples de construção simples com inclinações e curvas pouco acentuadas.
Já a estrada terciária é aquela encontradas em áreas de produção, com padrão de construção simples e cuja largura varia entre 3,5 e 4,5 metros.