Comitiva do Governo Central que esteve de visita à província manifestou-se muito satisfeita com as principais incidências do programa de crescimento económico e social já definido tendo garantido que os fundos públicos serão disponibilizados e reforçados pelos privados

A província do Namibe conta já com um Plano de Desenvolvimento Económico e Social para o quinquénio 2013-2017, que deverá ser aprovado pela comissão económica do Conselho de Ministros nos próximos dias, como deu a conhecer o ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, Job Graça.

O governante que esteve, recentemente, a trabalhar nesta cidade, integrando uma comissão interministerial do Executivo angolano, considerou que este instrumento de planeamento de médio prazo provincial é de qualidade e tem potencial para mobilizar os recursos necessários para a sua execução.

Job Graça realçou que a implementação do Plano de Desenvolvimento do Namibe vai permitir a geração de cerca de 100 mil novos postos de trabalho, maior número de alunos matriculados em vários níveis do ensino, maior cobertura no fornecimento de água potável e energia eléctrica às populações e milhares de quilómetros de estradas reabilitados. "Ficamos satisfeitos com o que vimos na apresentação deste documento, mas há alguns ajustes a introduzir, de modo a tornar o plano mais robusto", disse, referindo que existem aspectos metodológicos e sectoriais que devem ser melhorados, "o que será feito em estreita colaboração com o governo provincial no prazo de 30 dias, fim dos quais o referido instrumento irá à aprovação na comissão económica do Conselho de Ministros". O ministro do Planeamento e Desenvolvimento Territorial apontou alguns sectores que devem merecer maior atenção, como o da exploração de inertes para a construção civil, utilização de água captada do subsolo para fins agrícolas e florestais, entre outros. "Estas são algumas melhorias que têm que ser feitas com propósito de fazer com que o plano provincial do Namibe seja efectivamente a expressão territorial do plano nacional de desenvolvimento, mas isso não tira o mérito do que nos foi apresentado", garantiu Job Graça.

O plano de desenvolvimento económico e social do Namibe foi elaborado por representantes do sector público, privado e sociedade civil da província, organizados em seis comissões de trabalho. O instrumento consolida os objectivos, estratégias e metas a atingir, investimentos e impactos resultantes para um período de cinco anos. O documento reflecte a superação das dificuldades e as perspectivas de crescimento da província. Elaborado sob o desígnio "desenvolvamos as infra-estruturas fundamentais para relançamento da economia da província," o plano prevê o aproveitamento do valor dos recursos existentes, desde os naturais aos culturais, diversificação da economia e aproveitamento exemplar do empenho institucional e do posicionamento geoestratégico do Namibe, bem como reserva a racionalização das actividades existentes, redefinição do ordenamento do território e reforço da estrutura produtiva e do tecido empresarial. O referido plano está avaliado em mais de 900 mil milhões de kwanzas e prevê a atracção de investimento privado, integração e coesão territorial e socioeconómica, modelo institucional, funcionalmente inovador e exemplar.