A economista e docente universitária Laurinda Hoygaard disse ao JE a propósito de todo o movimento estratégico entre o Governo e o sector empresarial, que o actual momento da economia é propício para investir-se nas Parcerias Público-Privadas sem que com isso haja predomínio ou exclusividade tanto para o Estado quanto para os privados.
Laurinda Hoygaard, na sua visão económica, entende ser papel do Executivo o da coordenação e regulação do desenvolvimento económico do país, através de políticas e medidas. Mas, conforme considera, o motor do crescimento económico reside no sector privado, nos empresários, que deverão apostar na inovação.
A docente lembrou que o sentido de Estado do Presidente tem se manifestado na abertura e diálogo inclusivo, pelo que resta que todas as forças vivas façam a sua parte nesse desafio de atingir-se o desenvolvimento.
Por sua vez, o economista e também ele gestor bancário Fernando Vunge, o encontro que o Presidente da República teve com os empresários foi positivo. Conforme disse, a iniciativa enquadra-se dentro das medidas de apoio ao sector privado no âmbito do processo de diversificação.
“Tendo em conta que o actual modelo de crescimento económico está alavancado grandemente pelo investimento público, há a necessidade de inversão dando maior protagonismo ao sector privado com destaque para as micro, pequenas e médias empresas que são as que mais geram emprego e renda nas economias”, disse.
De acordo com FM, a auscultação aos empresários permitiu ao Presidente da República ouvir de viva voz os principais problemas que enfrentam os empresários tais como o acesso ao crédito pelas garantias exigidas, política tributária, política monetária e cambial, dentre outras e apelando a um maior diálogo com os empresários aquando da implementação de varias medidas de impacto nas empresas como foi o caso do IVA.
“O PR ouviu todas preocupações e tranquilizou os empresários com os programas que o executivo está implementar para potenciar as empresas privadas com realce para as linhas de financiamentos no âmbito do PAC na execução do PRODESI e a captação de linhas de financiamento externa para repasse ao sector privado”, esclareceu.
O empresário Carlos Cunha, por seu lado, mencionou a mobilização de recursos financeiros internos e externos, para financiar o sector privado angolano, como as linhas de crédito que estão a ser negociadas com um banco alemão e outras instituições financeiras internacionais.
Lembrou, igualmente, que o BDA foi orientado a utilizar os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento, a fim de bonificar as taxas de juros que ainda são muito altas no mercado financeiro.