A procura pelos serviços de Internet para se comunicar com pessoas e instituições cresce a uma velocidade animadora na capital angolana.
Durante a ronda realizada pelo JE, Admiro de Sousa, gerente do Cibercafé “Lombonde”, localizado junto à Tourada em Luanda, disse que os serviços são mais procurados durante o período das aulas. Na lista dos principais clientes, consta os alunos dos diferentes níveis de ensino e singulares.

Oferta
Entre os serviços mais procurados pelos utentes, destacam-se as fotocópias, acesso A Internet, plastificação e impressão de documentos, pesquisa de trabalhos escolares, informatização e reprodução de diferentes documentos.
Nos locais onde a equipa de reportagem do JE visitou, os preços variam de acordo com o produto e serviço.
O acesso a internet, por exemplo, ronda os 100 kwanzas por cada 30 minutos. Já a informatização de documentos custa 400 kwanzas por laudes (página).
A impressão custa 100 kwanzas quando se trata de um documento preto e branco e 150 kwanzas por cada página a cor.
A jornada começa às 08h00 e se estende até às 17h00 e às vezes vai até às 18h00 quando necessário. A facturação diária ronda entre 5 e 10 mil kwanzas, perfazendo perto de 50.000 kwanzas por semana.
Contas feitas apontam que a facturação mensal dos ciberes na capital do país chega a atingir aproximadamente 200.000 kwanzas.
O gestor do Ciber Admiro de Sousa encontrou neste estabelecimento o seu primeiro emprego. Com o que ganha, atende às suas necessidades, participa nas despesas de casa e já criou uma conta para poupar.


Mártires
No Mártires do Kifangondo o cenário é diferente em relação aos ciberes do bairro da Calemba, onde os preços são caros. O acesso à Internet, por exemplo, custa 150 kwanzas para 30 minutos de pesquisa. A hora fica a 250 kwanzas. A impressão de documentos preto e branco custa 50 kwanzas e a cores vai até 150 kwanzas. Para digitalizar um documento são necessários 200 kwanzas por folha.
Evandro Fortunato disse que o acesso é mais fluído quando o sinal atinge mais de três raios de Internet.
Já Jucelma Joaquim, que estuda o primeiro ano no curso de petróleos, conta que o ponto de acesso grátis montado na sua zona tem estado a contribuir na pesquisa dos trabalhos orientados pelos professores.

SINAL GRATUITO

Os principais pontos de acesso à Internet grátis montados nas zonas de maior fluxo populacional, em Luanda, estão a contribuir na massificação dos serviços.

Durante a ronda realizada pelo JE constatou-se que os serviços de Internet são mais procurados no período de tarde e noite face à qualidade do sinal nestes períodos.
No princípio, o raio de acção dos equipamentos era melhor. Seis meses depois a realidade mudou, disse Manuel Fonseca que frequenta o ponto de acesso no Rocha Pinto.
Já Antónia Muhongo, explicou que os estudantes das faculdades de Engenharia e Ciências Socais, por muito tempo, frequentaram o espaço reservado à leitura naquele recinto para aceder a Internet grátis junto ao Centro Nacional de Tecnologias de Informação.
Nos últimos dias, o sinal foi interdito, o que está a dificultar a vida de muitos utentes.
Já os pontos de acesso de Internet grátis montados no município do Cazenga estão na mesma situação. Na comissão de moradores do bairro “Cariango, no Tala Hady” (Cazenga), durante os primeiros dias, as ruas receberam homens e mulheres de vários estratos sociais à procura dos serviços de Internet grátis.
Nos últimos dias, estão a funcionar apenas os pontos de acesso localizados na Travessa Club Desportivo e o “Ruter” junto à Escola 15.
De acordo com Luís Clemente, um dos moradores da zona, o sinal tem um raio de acção e se estende até três residências apenas.