A venda ilegal de terrenos faz milionários a nível da província de Luanda. No passado recente com o kwanzas equivalente a 100 e 500 dólares, muita gente conseguiu adquirir terrenos espaçosos em várias zonas de Luanda.
Hoje nem pensar! Os preços praticados para a compra de um talhão estão muito caros. A localização do espaço determina o valor a pagar. Fala-se em milhões, dinheiro ainda muito pesado no bolso de muitos cidadãos.
Numa ronda feita pelo JE, pode constatar que o negócio de terrenos é um verdadeiro “El dourado”. Há muita gente no negócio desde vendedores e a intermediários.
Luísa Maria adquiriu um espaço com uma dimensão de 15/15 no bairro Gamek, no morro Bento no valor de 300 dólares em 2000. Construiu um restaurante bastante frequentado. A cobiça para quem compra o espaço aumenta todos os dias.
Alguém aparentemente, bem sucedido financeiramente, propõe a senhora! “Pago 2 milhões de kwanzas pelo teu espaço, mais 2 milhões pelas paredes”. Sem meias medidas responde que se o interessado tiver 10 milhões pode pagar.
Cruzam os olhares, numa verdadeira negação a proposta, “Não há reclame a dizer que vende-se”, responde aos gritos. A poucos passos do estabelecimento há um terreno baldio custa ao todo 5 milhões de kwanzas.
“Vende-se um terreno”, lê-se num papel fixado no bairro Talatona. Solicitamos o proprietário Franco Canjala as dimensões são de 10/10 sem rodeio. “O meu terreno custa 5 milhões de kwanzas”, disse.
A nossa ronda abrangeu o bairro “bom do chapéu”, Camama, onde Carlos Montana em anos idos, por mil dólares, comprou um espaço 25/20. Agora que o negócio está “viciado” repartiu o terreno em dois e recebeu em compra partida 7 milhões de kwanzas.
Tal é a história de Rita Felícia, proprietária de um restaurante e um estabelecimento comercial no bairro Benfica. Comprou a 3 mil dólares com o vício que se criou, o espaço está cotado, neste momento, em milhões de kwanzas.
O cenário repete-se em todos os pontos que a nossa reportagem passou. Há terrenos onde os interessados são afugentados pelo valor da venda. Aliás, nesta altura quase ninguém tem dinheiro para os comprar.

Intermediários
António Branco é intermediário no negócio, comprou uma casa e meteu os filhos a estudar no exterior. Explicou que o retorno das crianças ao país foi o remédio Santo, o “negócio” já não está a dar.
“O negócio já deu agora, estamos a tentar entrar noutros porque este está difícil, não há clientes, o processo dos terrenos não ajuda muito”, disse.
Albuquerque Calate também é intermediário, com muita nostalgia lembra o tempo que chegava a amealhar centenas de kwanzas por dia.Actualmente, o cenário é diferente.
Quase todos os nossos contactos recai para mesma linha, pouco dinheiro, muitos
terrenos, mas não há clientes.
No site “OLX” pode ser lido anúncios de venda de terrenos em muitas zonas de Luanda, os preços dos anúncios dos terrenos começam de 2 milhões de kwanzas para cima.
Por outro lado, o JE contactou os serviços da administração de Talatona e Belas, todas desconhecem a venda de terrenos à preços espelhados e também