O estudo relativo ao quadro macroeconómico (OGE e a programação macro fiscal de 2017), apresentado aos participantes ao oitavo Conselho Consultivo do Ministério das Finanças, pelo director do Gabinete de Estudo e Planeamento do Minfin, Emílio Londa, destacou entre os riscos emergentes para este ano a falta de liquidez no sistema bancário, uma vez acreditar que esta situação poderá comprometer os níveis de crédito à economia necessário para o crescimento desejável.
O referido documento avança, por outro lado, a cerca das imparidades do sistema bancário, que a avaliação abaixo do par dos activos de uma franja significativa dos bancos que actuam na praça financeira nacional poderão forçar futuros resgates.
Por essa razão, advoga que instituições sistemicamente importantes, como são os casos das empresas Sonangol, Banco de Poupança e Crédito (BPC) ou a Transportadora Aérea Angolana (TAAG) poderão necessitar de ajuda para fazer face aos actuais desafios impostos pela actual crise que o país e o mundo atravessam.
Petróleo
Sobre o petróleo, a apresentação revela que este sector continua a ter importância crucial na estruturação da economia angolana presente e futura, daí que o preço da matéria-prima continua a ser um factor de relevância alta para a eficácia e eficiência das políticas a adoptar.
Não menos importante, dentro da avaliação dos principais riscos de 2017, é a questão dos desembolsos, pois que estes poderão traçar uma trajectória contrária àquilo que é esperado ao longo deste exercício económico.
Como medidas, foram avançadas a revisitação de aspectos essenciais da Lei de Concorrência e sua legislação no quadro das competências do Titular do Poder Executivo. Deve-se ainda alargar o âmbito observatório do regime de preços vigiados, tendo como propósito elevar o estímulo para a formação de preços coerentes e condizentes.
A referida apresentação, que avaliou aspectos do quadro macroecómico com incidência ao OGE e programação macro fiscal, não deixou de apelar que se dê continuidade ao processo de optimização das subvenções ao preço da energia, água e transporte colectivo urbano (ferroviário, marítimo e terrestre), através da revisão das respectivas tarifas; criando-se condições necessárias à entrada de operadores privados no transporte colectivo.