As Linhas Aéreas de Angola (TAAG) passou por um processo de reestruturação, reforçada pela retirada da lista negra de companhias que estavam proibidas de sobrevoar o espaço europeu. Nesta fase, a estrela angolana mantém-se empenhada na implementação do seu plano de negócios, a fim de elevar os seus padrões de operacionalidade e segurança, assim como melhorar substancialmente o serviço que presta,aplicando maior rigor em todos os processos de controlo, reduzir os custos de operação e aumentar
a sua rentabilidade.
Durante os últimos 10 anos, a frota da companhia foi aumentada com mais cinco novas e modernas aeronaves Boeings 777-300.
No dia 30 de Setembro de 2014, o Ministério dos Transportes e a Emirates assinaram no Dubai um acordo de parceria estratégica para o desenvolvimento da empresa. O acordo deu corpo a um contrato de gestão da TAAG pela Emirates, passando a gestão corrente a ser assegurada por uma Comissão Executiva, composta por quatro administradores executivos indicados pela Emirates, incluindo o seu presidente, e um administrador executivo angolano, com
o cargo de vice-presidente.
Recentemente, de forma brusca e menos flexível, a Emirates pôs fim a uma parceria estratégica, tendo por essa razão, o Governo angolano decidido pôr fim ao mandato do Conselho de Administração da TAAG, nomeando uma Comissão de Gestão, que se encarregará da gestão corrente da empresa,composta por sete pessoas, quatro angolanos, incluindo o seu presidente e outros três de nacionalidade estrangeira (os mesmos administradores executivos que tinham sido indicados pela Emirates).
Grande parte da retoma alcançada deve-se à poupança de custos durante o ano de 2016 no valor de 70 milhões de dólares face ao objectivo no Plano de Negócios de poupar 100 milhões de dólares norte-americanos até 2019. Houve o argumento de que a companhia aérea estava muito mais consciente do dinheiro que gasta e tem agora melhores sistemas e processos para controlo de custos de forma a evitar desperdícios. Enquanto as vendas em dólares ficaram abaixo do ano anterior (2015), devido às condições de mercado, as vendas em moeda nacional, Kwanza, haviam crescido em 16 por cento, de 55 mil milhões para 64 mil milhões de Kwanzas.
No início de 2016 o website “TAAG.com” foi modernizado e melhorado para simplificar o processo de reserva dos clientes, o que obteve um sucesso instantâneo com vendas superiores a 20 milhões de dólares, comparados com menos de 2
milhões no ano de 2015.
Os gestores defendem que “muito tempo e esforço tem sido investido a tentar melhorar a experiência do cliente, quer em terra, quer no ar, mas com a escassez de divisa eles têm que procurar soluções criativas localmente sempre que possível e aguardar melhores tempos para assumir melhorias mais dispendiosas”.