A economia angolana pode ganhar fôlego caso se aposte em modelos que deram provas de crescimento em outras realidades.
Este posicionamento foi defendido pelo decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, Redento Maia, durante um debate, nas Jornadas Ciêntíficas da faculdade que dirige, tendo destacado o modelo de “Horrod Domar”, que destaca a observação de três variáveis para assegurar o crescimento económico de um país, nomeadamente, a observância da taxa de investimento, taxa de poupança, bem como a relação produto capital.
De acordo com o docente universitário, trata-se uma visão mecânica do desenvolvimento mas, que tem como objectivo enfatizar a actuação das variáveis estratégicas do ponto de vista económico.
Segundo contou, as poupanças do país adicionadas a renda nacional, podem gerar stocks de capital que vão se reflectir na taxa de investimento definido num dado período de tempo.
De acordo com o decano da Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto é possível almejar um crescimento potencial de 7,2 por cento se o país apresentar uma taxa de poupança de 20 por cento da renda nacional bem como a relação produto capital de 0,36 por cento.

Uso dos modelos
Durante a sua dissertação o académico defendeu, que este modelo é muito utilizado em planeamento económico, embora seja muito agregado, por trás da taxa de poupança e da relação produto-capital agregado a muitos factores que precisam ser considerados.
O outro modelo sugerido pelo economista e docente universitário para alavancar a economia angolana, consiste em investir em activos relativamente improdutivos bem como imposição de políticas, que acabam incentivando o investimento privado improdutivo. Mas alerta, que neste modelo, para alguns investimentos, a tendência é criar um impacto mais demorado sobre o produto nos
sectores como educação e saúde.
Para os países mais pobres, deve-se direccionar muitos recursos para área social, o que requer investimentos elevados.
Por outro lado , sublinhou, que o país pode atingir níveis de crescimento económico desejados, caso se aposte nos factores estratégicos destinados a dinamizar o crescimento económico do país.
Segundo disse, existem cinco factores que podem potenciar a economia de um país, nomeadamente a qualificação da mão-de-obra, aumento da capacidade produtiva, a introdução de programas de educação, refinamentos e especialização, o aumento da eficiência na utilização do stock de capital aliado a melhoria da eficiência organizacional.
O desenvolvimento é um fenómeno global da sociedade que atinge toda estrutura social, política e económica, razão pela qual se considera importante encontar medias apropriados para se defir as politicas economicas.

Repatriamento de capitas
A outra estratégia apontada pelos palestrantes para dinamizar o crescimento económico do país é o repatriamento de capitas de angolanos no exterior.
O especialista em Economia Política do Desenvolvimento, na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto Fernando Wanda, disse que o crescimento economico do país, passa pela, redução da intervenção do Estado na economia, dentro dos princípios e normas bem definidas.
Moisés Cambundo, que dissertou “o repatriamento de capitais de angolanos no exterior como mecanismo de atracção de Investimento directo”, sublinhou que a medida, seria uma “lufada de ar fresco” para o país, pois os indicadores apontam para existência de aproximadamente três mil milhões de dólares investidos por angolanos no exterior, cujo repatriamento iria contribuir na elevação de receitas, promoção do crescimento económico e consequente aumento de postos de trabalho.
De acordo com o professor Edson Horta, estudos relacionados as micro, pequenas e medias empresas mostram, que o contributo das micro e pequenas empresas para o produto interno bruto foi de 65 por cento em 2016.
Quanto ao contributo das micro e pequenas empresas no Produto Interno Bruto, a nível da região subsariana, Angola ocupa o quarto lugar depois daNigeria, Etiopia, Gana e Costa do Marfim, que ocupam do primeiro ao quarto lugar, respectivamente, pelo, que a experiencia destes países deve servir de exemplo, para melhorar os indicadores economicos de Angola.
Para o professor Edson Horta, a dinamização do crescimento económico passa pela, redução de dificuldades relacionadas com a falta de recursos humanos qualificados, altas taxas de rotação do pessoal, diminuição da pressão sobre os agentes dos órgão do estado, sobre actividade empreendedora, reduzir a liquidez e a falta de estratégia.