A partir de hoje (sexta-feira), o sistema viário da província de Luanda vai ganhar novas infra-estruturas, que vão permitir melhorar a mobilidade de toda a região metropolitana, além de integrar os eixos estruturantes que dão acesso ao novo Aeroporto Internacional de Luanda, que está a nascer no município de Icolo e Bengo.
Depois de ter inaugurado no início da semana, o viaduto, também conhecido como “nó” da Unidade Operativa de Luanda, o Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, procede hoje, ao descerramento da placa que marca a inauguração do viaduto da Boa Vista, no distrito urbano do Sambizanga.
Esta imponente infra-estrutura permite o acesso a Norte, via Cacuaco, interceptando a Avenida Fidel de Castro para o novo Aeroporto Internacional, e que constitui, igualmente um acesso fácil para o centro da cidade de Luanda.
De igual modo, os viadutos do Zango e da centralidade do Kilamba também vão entrar em funcionamento, cujas inaugurações serão feitas também hoje, pelo ministro da Construção.

Acesso mais facilitado

Na zona da Boa Vista foi feita a reabilitação da estrada da Sonils/acesso ao porto comercial de Luanda e a ligação do mesmo troço à estrada do Kifangondo, bem como o alargamento da ponte sobre o rio Soroca.
Dados do Ministério da Construção indicam que na antiga rotunda da Boa Vista foi construído um elevado que contempla o binário da Kima Kienda e interliga com a Luegi Anconda. Está também prevista a abertura da circulação nas ruas 12 de Julho, Soba Mandume e da Brigada, projectos que foram executados no quadro do plano de acção que visa a requalificação dos distritos urbanos
do Sambizanga e Rangel.
O conjunto dessas intervenções proporcionarão comodidade e segurança ao acesso à Cacuaco, integrando este município à cidade capital do país, além de aumentar significativamente a segurança e eficiência
operacional do porto de Luanda.
O “nó” da Unidade Operativa, junto com as intervenções viárias e de sinalização ao longo da Avenida Deolinda Rodrigues, tem por objectivo disciplinar a circulação dos transportes colectivos nesta importante Avenida que faz ligação directa entre o centro da cidade capital do país e o novo Aeroporto Internacional de Luanda.
Os “nó” nas intersecções da via Expresso com o acesso ao Zango e à centralidade do Kilamba, poderão, segundo fonte do Ministério da Construção, resolver os problemas “crónicos” de circulação destas zonas, reduzindo em pelo menos uma hora, o tempo de deslocamento no trajecto casa/trabalho e trabalho/casa para milhares de pessoas que habitam na região ou para lá se deslocam.
Está também em construção o viaduto do Camama, cujas obras estão num
estado avançado de execução.
Os viadutos fazem parte de um pacote de projectos estruturantes que o sector da Construção está a desenvolver a nível da capital do país, alinhados ao Plano Director Geral Metropolitano de Luanda.
O financiamento dos projectos está assegurado pelo Banco de Desenvolvimento da China, através de uma linha de crédito.

Mitigar os constrangimentos

Na inauguração do viaduto da Unidade Operativa, o ministro da Construção, Carlos Fortunato, revelou o investimento que, além de proporcionar a integração da região metropolitana a Norte da cidade capital, vai mitigar os constrangimentos
que se verificavam no troço.
O ministro da Construção disse que as obras terão um impacto directo na melhoria da circulação das populações e dar uma nova imagem a Luanda, que no seu conteúdo requer infra-estruturas modernas, seguras, eficientes, duradouras e de reconhecida qualidade.
“Este é um momento de especial significado na prossecução dos objectivos do Executivo angolano, visando melhorar as condições de vida dos cidadãos”, sublinhou.

Trabalho árduo

Na sua intervenção, a responsável pelos serviços provinciais de estradas de Luanda, Rosária Kiala, em representação do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), explicou que o programa de acesso ao novo Aeroporto Internacional de Luanda envolve um conjunto de acções.
Rosária Kiala liderou a equipa que trabalhou dia e noite, para a construção do “nó” da Unidade Operativa, cujos trabalhos contemplaram o desnivelamento e alargamento das vias, onde está construída a imponente infra-estrutura, além do melhoramento do tapete asfáltico, colocação de passeios e lancis, sinais de trânsito verticais e horizontais.
Estes viadutos (nó) terão tempo útil de 50 anos de duração.