O Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019 prevê um aumento de 4.511 mil milhões de kwanzas em contribuições dos empregadores do Estado para o sistema nacional de segurança social.
Para a proposta orçamental em discussão nas comissões de especialidade da Assembleia Nacional, os pensionistas do Estado vão consumir 92.851.865.104 mil mihões de kwanzas, contra os 88.340.602 mil milhões de 2018, que representou 0,9 por cento em relação ao orçamento geral de 2017.
Na proposta do OGE-2019, verifica-se uma diminuição das verbas reservadas para a reforma a nível das províncias.
O valor actual proposto é de 32.499 mil milhões de kwanzas, contra os 33,335 mil milhões do orçamento de 2018, sendo a província de Luanda com maior bolo (7.1 mil milhões de kwanzas). A seguir aparece os empregados das províncias de Benguela (3.6 milhões de kwanzas), depois Huambo (3.0 milhões de kwanzas).
As províncias da Huíla, Uíge e Bié vêm a seguir com 2.3, 2.1 e 2.0 mil milhões de kwanzas, respectivamente.
Quanto aos funcionários ligados a diversos departamentos governamentais, os descontos maiores recaem para os dos Ministérios do Interior e da Defesa.
Os funcionários destes dois organismos do Estado vão contribuir em pensões de reforma com um valor de 43.385 mil milhões de kwanzas, repartidos em 21.813 e 21.572 mil milhões de kwanzas, em função da ordem da notícia.
Os funcionários do Gabinete do Vice-Presidente da República, Conselho de Ministros, do Conselho Superior da Magistratura Judicial, Ambiente, Ministério da Comunicação Social, Ministério da Juventude e Desportos, Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE) e das Obras Especiais, têm valores inferiores em relação aos demais departamentos ministeriais. Sobre as 18 províncias, terão valores mais baixos para a segurança social, os empregados da Lunda Sul, Lunda Norte e Cuando Cubango.

Militares
Apesar do regime ser diferente, os serviços militares são os que mais pagam para a reforma em comparação com os civis.
Por exemplo, os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado reservaram para a reforma 3,105 mil milhões de kwanzas), tendo se mantido os montantes na proposta orçamental actual. Os Serviços de Inteligência Militar descem de 41.7 para 41.6 milhões de kwanzas, de Inteligência Externa de 56.462 para 42.3 milhões, sofrendo uma redução de 14.1 milhões de kwanzas.
Com excepção dos órgãos militares, o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos mantém-se com a fasquia alta. No orçamento de 2018 tem para a segurança social a verba de 1.840 mil milhões de kwanzas. Na proposta para 2019 baixou para 1.759 mil mihões de kwanzas, a seguir vem o Ensino Superior com 1.39 mil milhões de kwanzas, depois a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) com 1.136 mil milhões e as Relações Exteriores com 1.064, muito acima dos 1.029 do orçamento vigente. O Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) paga, por mês, 13 mil milhões de kwanzas a 142.548 pensionistas a nível do país, dos quais 35.529 são mulheres. A Segurança Social possui 145. 201 empresas ou contribuintes inscritos, controla 1.667.814 segurados e paga pensões a 142.548 pensionistas. Existem 99.322 pensionistas do género masculino, 35.529 do género feminino e segurados, um milhão 644 homens e 503.877 mulheres.