Assumiu compromisso
No acto da sua tomada de posse como Presidente da República, João Lourenço assumiu vários compromissos, sendo um dos quais a melhoria macroeconómica do país, através da transparência e racionalização dos recursos do Estado, que se escasseiam face à crise económica e financeira que Angola vive, desde finais de 2014. Neste momento, não há ainda uma “varinha mágica”, para a resolução de todos os problemas bicudos, mas existe o compromisso da necessidade da transparência na actuação dos serviços e dos servidores públicos, do combate ao crime económico e à corrupção.

Mexeu na Endiama
Tal como surgiram mudanças na gestão de empresas estratégicas dos sectores dos petróleos, transportes, energia e águas, comunicação social e finanças, não foi diferente nos diamantes. Mudaram-se os membros que compunham o Conselho de Administração da Endiama e da Sociedade Nacional de Comercialização de Diamantes (Sodiam). Carlos Sumbula foi exenorado, tendo sido colocado no seu lugar o economista José Manuel Ganga Júnior, antigo director-geral da Sociedade Mineira de Catoca, responsável por 75 por cento da produção diamantífera anual do país.

Ajustou Sonangol
A notícia que parecia ser menos esperada, acabou por se consumar. O Presidente exonerou, em Novembro, o Conselho de Administração da Sonangol liderada na altura pela empresária Isabel dos Santos, trocando-a por Carlos Saturnino.
À nova gestão da petrolífera nacional, João Lourenço apelou ao rigor na  fiscalização e controlo das suas acções da indústria no país, pelo que seria necessário prestar-se maior atenção à refinação do crude, sendo, porém, um dos desafios prementes  do sector.
Disse não fazer sentido que um país produtor de petróleo continue a importar produtos refinados derivados de petróleo.
A solução seria a construção de uma ou mais refinarias em Angola..

Mudou gestão do BNA
A 16 de Outubro, no seu discurso sobre o “Estado da Nação” na Assembleia Nacional, o Chefe de Estado já tinha deixado sinais de que a ex-administração do Banco Nacional de Angola (BNA), à época, liderada pelo jurista Valter Filipe, não sobreviveria a mudanças. O Presidente pretendia um Banco Central que cumprisse estritamente e de forma competente com o papel que lhe compete, sendo governado por profissionais da área. Foi assim que nomeou, à posterior, um novo governo do banco, pondo à testa o economista José Massano, após ter saído em 2015.

Entra Lei da Concorrência
O Executivo vai remeter à aprovação da Assembleia Nacional, ainda no decurso deste trimestre, a Lei da Concorrência, que estabelecerá um quadro legal facilitador da criação e funcionamento das empresas privadas, criando um ambiente mais favorável, que promova e defenda a livre iniciativa, a competividade e a sã concorrência. A aprovação da Lei da Concorrência será uma das conquistas do Presidente, pois vai salvaguardar a salutar defesa dos consumidores, face às situações de imperfeição do mercado existentes na economia, como são o caso dos monopólios.

Quebra Bromangol
A medida tomada durante o ano passado sobre a cessão da Bromangol em inspeccionar os produtos em análises laboratoriais destinados ao consumo humano, animou o mercado nacional, quebrando, assim, uma das práticas de concentração económica, de exclusividade e proteccionista. Ao tomar a decisão aplaudida pela classe empresarial angolana, João Lourenço olhou sobre os efeitos perversos para o consumidor. As empresas pagavam vários milhões de kwanzas para a inspecção das suas mercadorias, o que onerava o negócio. As empresas pagavam as inspecções ao laboratório do Ministério da Agricultura e à Bromangol. As inspecções pagas ao Estado representavam 10 por cento do valor da Bromangol, que fazia a mesma coisa, o que dizer que pagava-se 10 vezes a menos ao Estado.

Preço do cimento
As intervenções pontuais feitas pelo Executivo resultaram na baixa do preço do cimento. Em finais de Setembro, foi o período em que se verificou a um galopante aumento do preço do cimento no mercado nacional. Preocupado com a situação, João Lourenço manifestou a sua insatisfação durante o seu  discurso sobre o “Estado da Nação”, no parlamento, prometendo acabar-se com o monopólio e oligopólio neste segmento. O saco saiu de 1.200 para 3.500 kwanzas. Hoje, custa entre 1.500 e 1.700 kwanzas no mercado paralelo. A aquisição de cimento estava muito difícil há sensivelmente quatro meses, quando somente funcionava a fábrica da Nova Cimangola. O problema derivou à falta do combustível Heavy Fuel Oil (HFO), utilizado para a produção do clinquer, principal matéria-prima para o fabrico do cimento.

Bilhetes da TAAG
O Presidente da República orientou  recentemente os ministérios das Finanças e dos Transportes a definirem uma forma conjunta para baixar os preços das passagens aéreas. A província de Cabinda foi a primeira a ser contemplada, cujos custos na ligação entre Luanda e vice-versa, nos voos da Taag, eram bastante elevados. A medida, aplaudida pelos usuários, já entrou em vigor, tendo sofrido uma redução na ordem dos 25 por cento. O preço do bilhete de ida e volta para a classe económica custa actualmente 33 mil kwanzas, contra os 46 mil.

Repatriamento de capitais
Apesar de ter falado num fórum do partido que sustenta o Governo, mas a decisão ascendeu para a esfera governamental.
João Lourenço, que falava na qualidade de vice-presidente do partido, alertou recentemente aos angolanos que têm fortunas no exterior para repatriar o capital, a partir do início de Janeiro, cuja lei ainda está a ser elaborada pelo Ministério da Justiça, a fim de investirem no país, sob pena de verem o dinheiro confiscado para o Estado angolano. As entidades que lidam com a luta contra a corrupção e o branqueamento de capitais garantiram cumprirem com a medida do PR.

Isenção de vistos
Uma das medidas acertadas foi a supressão de vistos para cidadãos angolanos e sul-africanos.
Este assunto marcou o ponto mais alto da primeira visita de Estado do Presidente angolano, João Lourenço, ao estrangeiro desde que assumiu o poder em Setembro.
O acordo foi assinado no dia 24 de Novembro, em Pretória, entre os governos de Angola e da África do Sul, em que já tem se beneficiado os cidadãos dos dois países com passaportes normais em visitas de 30 dias.
No quadro da cooperação com os países, Angola prioriza os EUA, China, Rússia, Brasil, Índia, Japão, Alemanha, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Coreia do Sul.