A União Africana (UA) lançou no início deste mês o seu nome de domínio Internet (.africa), seguido de uma campanha de seis meses em todos os países africanos para incentivar empresas e particulares a usar o novo domínio “para melhorar o perfil das suas empresas”.
O comissário da União Africana para as Infra-estruturas e Energia, Abou Zeid Amani, que falava durante o lançamento do domínio pela 29.ª cimeira da organização, revelou que a conclusão do projecto levou vários meses e vai permitir aos cidadãos africanos a dotar-se de uma identidade internacional na Internet.
“Os utentes podem agora comprar o domínio .africa e utilizá-lo para todas as suas necessidades na Internet”, indicou. A União Africana foi afectada ao domínio .africa num processo prolongado, iniciado há cinco anos.
Com o sector digital a transformar os mercados africanos, estima-se que o comércio electrónico seja uma das áreas de maior crescimento nos próximos anos.
subsariana. Em muitos países do continente, por exemplo, o comércio electrónico facilita largamente as compras electrónicas, permitindo que África ultrapasse muitos obstáculos administrativos e de infra-estrutura, avançando directamente para a era digital.
Alguns dos países africanos líderes no panorama do comércio electrónico incluem a Nigéria, África do Sul, Gana, Marrocos e o Quénia. Um dos maiores investidores no sector é o Africa Internet Group, com presença em mais de 23 países africanos. Este grupo emprega cerca de 5000 pessoas e possui uma carteira de clientes variada, incluindo a Jumia e Kaymu. A Jumia, por exemplo, é uma empresa retalhista online nigeriana líder do sector no comércio electrónico no continente, que afirma ter 150 000 visitas por dia e gerar mais de 28 milhões de dólares em receitas no ano de 2014.
Outro exemplo de uma plataforma de comércio electrónico nigeriana de sucesso é a Mall For Africa (MFA), que permite aos consumidores acederem a mais de 150 retalhistas globais, incluindo marcas dos Estados Unidos e do Reino Unido. O Mall For Africa também tem uma aplicação que está disponível para computador e para telemóveis. Os consumidores têm a opção de pagar com PayPal, cartões VISA ou o método “WebCard” do MFA, que se carrega com dólares com dólares norte-americanos como um cartão de débito para utilizadores que não utilizem o PayPal ou VISA.
Entretanto, o comércio electrónico em África poderá render 75 mil milhões dólares em 2025. A estimativa, feita pela empresa de consultoria McKinsey, prevê que em 2025 o comércio electrónico representará 10 por cento do total de vendas a retalho em África. Parece pouco, mas feitas as contas estamos perante um mercado que poderá gerar lucros anuais de 75 mil milhões de dólares.
Isto talvez explique a aposta da multinacional eBay em expandir-se para África, através de uma parceria com a start-up africana de compras online MailforAfrica.com. A eBay, que opera em 36 países de quase todos os continentes – a única excepção é África –, é um dos gigantes do comércio electrónico.
Contudo, vários países
de África têm vindo a apostar na criação de mais e novas infra-estruturas tecnológicas que, de futuro, criarão toda uma nova realidade no continente, abrindo portas a mais oportunidades de negócio online.