Com a verificação de todos os procedimentos contratuais e legais, relativamente ao fornecimento de bens ou serviços, o órgão da administração pública faz o pagamento do acordado, em moeda nacional, cumprindo duas etapas, uma que corresponde à verificação de toda a documentação de suporte e a outra de processamento das facturas mediante a disponibilidade orçamental na natureza a que corresponde a despesa.
No âmbito da verificação documental, cuida-se do contrato, da factura (que obedece todos os requisitos legais para tal), da autorização interna do órgão da administração pública (dependendo do montante eu causa), do relatório de prestação de serviços emitido pelo fornecedor, no qual deve contar, minuciosamente, os serviços prestados, e da confirmação da prestação dos bens ou serviços, mediante confirmação da área que beneficiou.
Regra geral, o processamento de facturas dos diversos órgãos da administração pública decorre dentro das ferramentas informáticas do próprio Estado, como é por exemplo o sistema informático de gestão financeira do Estado que emite ordens de saque, faz a homologação e dá baixa do processo que vai para um determinado banco.

Pagamento em moeda externa
Os casos mais complexos decorrem do pagamento de processos em moeda estrangeira. A primeira etapa para o pagamento em moeda externa compreende as cinco fases do pagamento em kwanzas. Já a segunda etapa circunscreve-se na remessa do processo físico (via ofício) para a Direcção Nacional do Tesouro, entidade que procede o processamento das facturas, mediante disponibilidade orçamental e obedecendo três complexos critérios.
O primeiro tem que ver com o envio de um ofício a formalizar a solicitação de pagamento. O segundo critério está ligado ao fornecimento de toda a documentação de suporte e o terceiro com o envio de toda a documentação complementar, conforme as regras de “compliance” do banco Nacional de Angola (BNA) e em obediência ao número quatro do artigo 12, do Decreto Presidencial nº 11/18, de 27 de Abril.
Genericamente, os procedimentos no Banco Nacional de Angola compreendem a apresentação de uma carta de solicitação de pagamento, da factura, do contrato comercial homologado ou visado pelo Tribunal de Contas (caso aplicável), assim como o extracto do banco ou documento equivalente onde consta o nome do beneficiário, o IBAN/conta bancária, o “swift”/ABA e o nome e endereço do banco e da agência em que está domiciliada a conta.
Igualmente, o banco central angolano deve certificar-se da principal actividade da empresa ou do seu objecto social, da documentação legal em que se indica o dono da empresa ou seu representante legal, dando-se aqui conta da estrutura accionista da empresa, da documentação pessoal de identificação dos beneficiários ou sócios, do tempo de relação entre o beneficiário do pagamento e o banco receptor, bem como da relação de negócio entre o ordenante e o beneficiário do pagamento e o endereço físico e wensite da empresa.
O processamento dos pagamento em moeda externa é efectuado pela Direcção nacional do Tesouro que, após a concretização da operação, envia por e-mail o “swift” e o comprovativo de pagamento, para posterior remessa ao beneficiário.