Temos vindo assistir ao crescimento das expectativas dos cidadãos em relação ao ambiente económico que se vislumbra para o nosso país. Apesar do abrandamento na economia registado pela crise que assola o país, os angolanos continuam esperançosos, que no médio prazo a nossa economia assista a tão almejada estabilidade económica e social, pois é preciso acreditar sempre, mas como ninguém vive só de crenças, partilhamos aqui algumas linhas que servem de compreensão e entendimento da relação investimentos, seguradoras e Governo.
Para que os investidores preservem os seus investimentos, é inevitável que subscrevam apólices de seguros adicionalmente.
O seguro é um incentivo a paz social, com a modernização das sociedades cada vez mais, perante os enormes desafios, o papel dos Seguros e de Fundo de Pensões, tornam-se vital para assegurar a continuidade das estruturas familiares e das empresas, principalmente em países em vias de desenvolvimento. Deste modo, ajudam nos encargos do Estado diminuindo a balança de pagamentos e dispersão da oferta de serviços e de emprego através das seguradoras.
O sector dos seguros e de fundo de pensões são actividades transversais a toda actividade humana, pois devem continuar a merecer atenção das autoridades governamentais no contexto actual de forma distinguida e actuante, porque jogam um papel muito importante no que toca à protecção de bens e das próprias famílias, ninguém gosta de viver inseguro, ou sem protecção. O desenvolvimento dos países e a felicidade destes assentam-se também no pilar do sector dos seguros e fundo de pensões.
O aumento da taxa de penetração dos seguros é um indicador para avaliar o grau de desenvolvimento de qualquer país.
A atracção de novos investimentos passa necessariamente por garantias de retorno no médio e curto prazo. Os investidores querem sentir-se seguros nos mercados que vão investir e os seguros são parte das garantias que os investidores gostariam de ter para os seus diversos negócios colocados à disposição do mercado, só assim veriam ressarcidos ou repostos os seus interesses em caso de ocorrência de algum desastre nos negócios.
O investimento é a disposição de um capital no presente visando o retorno no futuro que pode ser no curto, médio e longo prazo. É através dos investimentos que os mercados transaccionam bens e serviços, sendo que estes bens e serviços estão expostos a perigos e que carecem de protecção e garantias que permitam a reposição em caso de acidentes ou fatalidades que possam causar interrupções para sua continuidade.
A relação entre os investimentos e os seguros visam garantir maior crescimento na economia, aumento da oferta de empregos e estabilidade económica e social, mas para que tal aconteça, é importante que as seguradoras sejam seguras e transmitam confiança ao seus segurados e potenciais proponentes para que estes cada vez mais transfiramas suas responsabilidades financeiras as seguradoras, assim estaremos a caminhar para um ambiente mais seguro e mais duradouro para todos interessados (famílias, empresas, investidores e Governo).
O Governo e as empresas Angolanas, perdem todos os dias centenas de oportunidades de captação de mais investimentos através de investidores internacionais e nacionais, por força da não apresentação de estratégias concretas e serviços que promovam atracção de novos investidores, com garantias reais, a exemplo dos Seguros e fundo de Pensões.
Os Seguros constituem uma fonte inesgotável de alavancagem, estabilização e normalização do Mercado Financeiro e de atracção de novos investidores, porque garantem a reposição da perda financeira em caso de ocorrência de alguma fatalidade.
O Governo não deve continuar a arcar com despesas que poderiam ser dispersadas no mercado que poderiam estar alocadas sob responsabilidade e transferência para outras instituições do sector financeiro a exemplo das seguradoras.
Por outro lado, temos vindo a assistir que o Governo angolano tem subcarregado as suas despesas pelo facto de assumir responsabilidades que deveriam ser passadas as seguradoras, criando défice e sobrecarga na sua balança de pagamentos, que deriva da ausência de serviços de seguros que hoje são assumidos pelo Governo.
A não subscrição dos produtos de seguros subcarrega as despesas do Estado, aumenta o índice de preocupação dos cidadão e dos empresários, diminui a taxa de penetração que é uma contribuição para o Estado mediante arrecadação de impostos, diminui a necessidade de aumento de postos de trabalho, coloca em risco a continuidade das empresas no caso de ocorrência de um sinistro, torna o país refém das receitas do Estado e cria um clima de insegurança nos negócios.
O que podemos fazer para que as pessoas e as empresas subscrevam aos diferentes tipos de seguros? Educação financeira, educação na área dos seguros, actualização e elaboração de normas, leis e decretos que ajudem e obriguem os diferentes actores sociais a regerem-se estes.
As seguradoras devem continuar a inovar seus produtos, acompanhar a evolução e as tendências do mercado, mudança de postura e apresentação de novos produtos a exemplo dos produtos da esfera digital e financeira.
Quando os segurados transferem para as companhias de seguros as suas responsabilidades significa dizer que gostariam de ver as situações de sinistros resolvidas em tempo recorde, apesar de não ser esta a realidade nos seguros porque obedecem trâmites administrativos e períodos legais a serem cumpridos, mas não podemos de deixar de citar, que existem sim, morosidades em alguns casos que tem preocupado muito os segurados, o que torna a relação entre as partes amarga.

O que o governo deve fazer no curto prazo?
Iniciar um programa reestruturação do sector dos seguros e Fundo de Pensões com a criação de uma equipa multissectorial através dos seus reguladores directores.