Namíbia:
Após o lento crescimento de 0,2 por cento, em 2016, a economia recuperou, em 2017, com uma taxa de crescimento real do PIB estimada em 0,8.
Os principais impulsionadores do crescimento foram a agricultura e a silvicultura— beneficiando de uma estação das chuvas favorável—extracção de diamantes, electricidade e água. O comércio a grosso e a retalho ficou aquém, reflectindo a procura deprimida pelos parceiros comerciais externos, particularmente Angola. Em 2018, prevê-se que sinais continuados de uma recuperação mais forte na agricultura e na indústria mineira viabilizem 2,6 por cento de crescimento do PIB. Espera-se um aumento na extração de urânio.

Guiné Equatorial:
Com a prolongadaqueda dos preços globais de petróleo desde 2014, o declínio da produção do país, os grandes excedentes orçamentais que financiaram importantes programas de investimento que ainda hoje perduram tem decaído. O PIB continuou a diminuir, em 2016 e 2017, e a previsão para 2018 mantém-se desfavorável. Prevê-se que este declínio estabilize a partir de 2019. As autoridades contam que a estabilização das finanças públicas e a diversificação económica tragam novas fontes de crescimento. Estão a decorrer consultas com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Nigéria:
A recuperação do preço e da produção de petróleo ajudará a impulsionar o crescimento e permitirá espaço fiscal para importantes reformas estruturais por parte do Governo para diversificar a economia. A fiel implementação do Plano de Recuperação e Crescimento da Economia (2017–20) sustenta a promessa de desamarrar o paísda sua dependência do petróleo. O plano centra-se em seis sectores prioritarios.

Líbia:
Maior producao petrolifera, de uma media diaria de aproximadamente 400.000 barris por dia, em 2016, para 900.000, em Setembro de 2017, melhorou o desempenho economico. Espera-se que o defice da balanca corrente tenha um superavit de 1,8% do PIB, em 2017, com um aumento estimado de 62,5% para as exportacoes e de 4% para as importacoes, que tem vindo a diminuir com
o declinio das reservas estrangeiras.

Congo:
Após a contração contínua dos últimos dois anos, prevê-se uma expansão de 3,1 por cento, em 2018, e 2,1, em 2019, estimulada por maior produção petrolífera, graças a exploração do campo petrolífero de Moho-Nord, responsável por 19,3 por cento da produção do país. As fracas perspectivas de crescimento económico e a diminuição das receitas do petróleo continuam a debilitar o saldo orçamental.

Moçambique:
Moçambique precisa de recuperar da recessão económica de 2015. O declínio dos preços dos bens tradicionais de exportação, efeitos de seca persistente do El  Nino, confrontos militares internos e grande decréscimo do investimento estrangeiro directo (IED) reduziram praticamente em metade os 7por cento de crescimento médio histórico do PIB na década passada, para 3,8, em 2016, queda agravada pela crise, levando a redução de financiamentos.

Gabão:
O Gabão está determinado a reduzir a sua dependência de matérias-primas, particularmente, hidrocarbonetos, e a transformar a sua economia de forma a tornar-se uma nação emergente até 2025. Estabeleceu uma política industrial credível, incluindo a criação de Zonas Económicas Especiais e a atracção de investimento estrangeiro directo. Estas medidas acontecem em parceria público-privada, cujo objectivo é promover a agricultura de subsistência e direcionada à exportação como ponte para o crescimento.

Tchad:
Os investimentos em diminuição, em particular, nos sectores petrolífero e da construção e trabalhos públicos, as reduções significativas de pessoal, o nível elevado de dívidas internas em atraso, assim como a diminuição acentuada na despesa pública, explicam a contracção observada nos últimos dois anos. A perspectiva para 2018 depende fortemente da capacidade de o país intensificar os seus esforços de consolidação fiscal.

Argélia:
A taxa de crescimento real do PIB desceu de 3,3, em 2016, para um valor estimado de 2,5 por cento, em 2017. Este declínio é atribuível a um investimento público inferior, causado pelo decréscimo dos recursos governamentais, apesar de um crescimento
estável do petróleo e gás desde 2015. O crescimento projectado para 2018 (3,5%) e 2019 (3,8%) sugere o regresso a níveis comparáveis aos anteriores a 2017.

Egipto:
Em 2016/17, os Investimentos Públicos impulsionaram o crescimento, com um conjunto de megaprojectos. As melhores condições dos mercados representaram um factor principal no regresso do crescimento, beneficiando particularmente as exportações de produtos mineiros, sobretudo ouro e petróleo (principalmente, petróleo bruto). A vertente de consolidação orçamental aumentou 2,5 por cento entre 2015/16.

Camarões:
A recessão na Nigéria, a ampliação da crise na CEEAC e a instabilidade nas regiões anglofonas do país prejudicaram a procura interna e externa. Estas condições desfavoráveis diminuiram a taxa de crescimento para um valor estimado de 3,4 por cento, em 2017. No entanto, a perspectiva futura permanece positiva, com um crescimento previsto de 4,1 por cento, em 2018, e 4.8, em 2019. O défice orçamental poderá cair para 3, em 2018/19.

África do Sul:
Após declínio nos preços das matérias-primas (carvão, platina, minério de ferro e ouro), o crescimento económico abrandou, agravado por fragilidades estruturais internas e reduzida confiança dos investidores. Após atingir 3,3 por cento em 2011, o crescimento desceu para 0,3, em 2016. A dívida públicaaumentou para um valor estimado de 54,2 do PIB, em 2017, após 50,7 por cento, em 2016, mas permanece sustentável.

Costa do Marfim:
Devido ao dinamismo dos sectores secundário e terciário, projecta-se ocrescimento para 7,9por cento, em 2018, e 7,8, em 2019. Em Dezembro de 2017, o FMI concluiu a segunda análise do programa da Costa do Marfim, apoiado pelos mecanismos de Facilidade de Crédito Alargado e de Financiamento Alargado, que permitiu desembolsos de 137 milhões de dólares americanos. O do défice orçamental estimou-se
em 4,5 do PIB, em 2017.

Benin:
A taxa de crescimento real do PIB aumentou de 4, em 2016, para um valor estimado de 5,5 por cento, em 2017. Os próximos dois anos afiguram-se igualmente promissores, com um crescimento projetado de 6,1 e 6,5 por cento, em 2018 e 2019. Em 2016/17, o desempenho económico foi principalmente fruto das reformas realizadas no âmbito do Plano de Acção Governamental de 2016–21, designado “Benin Revealed,” para reforcar o investimento.