No período 2019 a 2025, a estratégia nacional de desenvolvimento prevê explorar mais de três mil milhões de barris de petróleo, que vão dar ao Estado 35 por cento das suas receitas totais. Considerando um preço médio de referência do barril (Usd 50), nos próximos seis anos aguarda-se uma arredação de mais de 52 mil milhões de dólares só com a produção do petróleo.
Os diamantes deverão conceder mais de 50 milhões de quilates e perto de 10 mil milhões de dólares, de 2018 a 2022. A sua produção anual de diamantes deverá passar dos actuais 9 milhões para as 13,8 milhões de toneladas /ano em 2022. Os outros recursos minerais devem assegurar uma taxa de crescimento de 16 por cento, a partir deste ano.

Metas clarificam o caminho
O Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018-2022) alinhou metas claras para o sector dos recursos minerais e petróleos.
Para as rochas ornamentais, estima-se um aumento de 62 por cento, até 2022, comparativamente aos indicadores colhidos em 2017. A produção de fosfato chega a 1,35 milhões de toneladas até 2022. A produção anual de calcário, por seu lado, para o fomento da actividade agrícola, deve registar um aumento de 16 por cento em comparação com os registos de 2017. Através destes insumos, espera-se uma efectiva melhoria na actividade de correcção dos solos. A areia siliciosa, muito requerida na indústria transformadora e de abrasivos, também deverá registar uma subida de 16 por cento na sua produção, em 2022, quando comparada com as estatísticas de 2017. Também vai aumentar em 16 por cento a produção de argila, necessária no apoio à indústria transformadora e à prática de arte.
O ferro, o rei dos metais, deverá atingir uma produção anual de 1,79 milhões de toneladas/ano, isso até 2022. Ainda sobre o ferro, novas explorações acontecem desde o início deste ano nas províncias da Huíla e Cuanza Norte, com a produção inicial de 451 milhares de toneladas até 2022, ano em que deve atingir o máximo de 1.790 milhares de toneladas.

Produção de ouro
O arranque da produção, exportação e comercialização de ouro deve acontecer ainda nos próximos tempos, de acordo com dados do Mirempet.
As metas do Governo previram a retoma da exploração do ouro, estimando uma produção média anual de 4.719 milhares de onças finas e que deve em 2022 chegar aos 25.630 milhares. As províncias da Huíla e Cabinda vão brilhar na busca do ouro angolano.
“Estamos perante um desafio enorme no Sector de Recursos Minerais e Petróleos que é o aumento da sua contribuição para o PIB, para a arrecadação de divisas e também para a criação de empregos”, disse recentemente o ministro Diamantino Pedro de Azevedo.
Na próxima semana, o Mirempet faz balanço, em separado, sobre o desempenho dos seus mais diferentes subsectores.
Segundo soube este jornal de fontes do Ministério, na terça-feira (6) vão fazer balanço e perspectivas do II e III Trimestre a Sodiam e todas as demais sociedades e os projectos mineiros em desenvolvimento. Na quarta (7), será a vez das operadoras do subsector das rochas ornamentais.