A zona baixa da cidade do Namibe vai merecer obras de requalificação nos próximos tempos, com vista a garantir uma melhor imagem e rede sanitária, anunciou o governador provincial, Isaac dos Anjos.

O governante recordou que a cidade do Namibe existe há mais de 160 anos e foi concebida para 120 mil habitantes, sendo que as primeiras residências, típicas daquela altura, foram feitas de uma combinação de barro e pau-a-pique.

"Muitas dessas residências, destinadas a indígenas e localizadas na zona baixa da cidade configuram-se de forma geminada e contínua em quarteirões com mais de 15 mil metros quadrados de superfície, representando autênticos quintalões com consideráveis aglomerados de moradores", explicou.

Isaac dos Anjos referiu que com o passar dos tempos e com o crescimento significativo do número de habitantes, hoje estimado em mais de um milhão, regista-se uma preocupante degradação da estrutura física dessas residências, com grandes riscos à vida dos seus moradores.

"Foram identificados 49 quarteirões com estruturas muito degradadas, com uma superfície total de 692.380,78 metros quadrados, nos quais habitam 2.744 famílias, totalizando 14.542 moradores", informou.

O governador disse que face a essa realidade e aliada ao facto de se estar a projectar o desenvolvimento económico e social da província que tem uma forte incidência sobre a cidade do Namibe, há a necessidade de se idealizar a requalificação da baixa da cidade.

O objectivo, segundo disse, é afastar os moradores aí residentes dos riscos a que estão sujeitos, oferecer um outro aspecto urbanístico a essas zonas, adaptando-as à actualidade, concedendo, um aspecto de modernidade estrutural que a cidade precisa, bem como valorizar economicamente essas áreas face a sua localização geográfica.

Entre os quarteirões identificados constam o quintalão do Kamucolo, localizado entre as ruas Amílcar Cabral e Kilembe Lembe e travessas Ndunduma 2 e Ngunza Quissama. Com uma superfície de 4.331,25 metros quadrados, o quintalão acolhe um total de 98 famílias.

De igual modo, o quintalão do BNA, localizado entre as ruas Kahumba e Nginga Mbandi e travessas Comandante Gika e Ndunduma 1, com uma superfície de 2.669,44 metros quadrados e com um número de 120 moradores, merecerá a intervenção do Governo. O quintalão do Reis, na rua 10 de Dezembro, tem uma superfície de 5.900 metros quadrados e acolhe 837 moradores, também será abrangido pela requalificação da zona baixa da cidade.

"A esses edifícios juntamos as pescarias abandonadas e altamente degradadas, cujo levantamento está a ser levado a cabo pela administração municipal, do qual já estão identificadas 10 famílias no Farol do Saco Mar e 85 na Praia Amélia, totalizando 496 pessoas.