O Executivo angolano, através do PND (Plano nacional de Desenvolvimento) prevê até 2022, várias infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento, no qual o sector dos Transportes se destaca no campo da modernização dos seus serviços, para que o desenvolvimento sustentável seja uma realidade.
O plano contempla ainda o desenvolvimento e operacionalização da rede de armazenagem e a distribuição e comercialização de bens alimentares.

No sector, o Plano Estratégico Nacional de Acessibilidades, Mobilidade e Transportes traça as linhas mestras a seguir e os objectivos a atingir, no que diz respeito à rede de estradas e auto-estradas nacionais, ao sistema ferroviário, bem como à instalação de uma rede logística nos principais corredores para o desenvolvimento nacional, e todas as componentes de infra-estruturas associadas a esta temática.
Está também a ser preparado um novo Plano Director do sector dos Transportes e Logística, instrumento que servirá de base para o Executivo implementar o programa de mobilidade eficaz.

Desafio
Segundo um documento do Ministério dos Transportes, a estes desafios acresce-se o correcto planeamento e ordenamento dos espaço urbanos, muitas vezes em antecipação de fenómenos de mobilidade populacional, a eficaz regulamentação dos sistemas de transporte urbano e o exercício da autoridade de ordem pública.
Outro dos desafios prende-se com a capacidade construtiva e de criação de infra-estruturas adequadas, assim como com a capacidade de prover os meios de equipamento, de preferência no domínio interno, a nível da indústria de automóveis e outras de suporte, para que se possa permitir, em segurança e a custos acessíveis, a mobilidade das populações
e dos seus bens.
Angola, como grande parte dos países africanos, enfrenta desafios resultantes da tendência do seu crescimento demográfico e do êxodo das populações rurais para os espaços urbanos, criando desafios a nível do seu ordenamento e à adequação da oferta de serviços de transportes colectivos.
Actualmente, a cidade de Luanda tem perto de oito milhões de habitantes, sendo que ainda tem uma rede de transportes colectivos urbanos muito aquém das suas necessidades, do ponto de vista da frota disponível e dos sistemas complementares de mobilidade urbana.
Outras cidades nacionais que crescem igualmente a ritmo acelerado, já vão vivenciando desafios no seu quotidiano, o que exige um esforço e reflexão conjunta, para que se possa delinear, de forma participativa, soluções sustentáveis para o futuro das cidades angolanas e suas populações.
O que se pretende, é que Angola seja um país de sucesso, daí a aposta em projectos que possam acelerar a mobilidade em todo o território nacional.