A nova pauta aduaneira proíbe a importação de pneus usados. A medida é aplaudida pelos vendedores, que têm na decisão uma oportunidade para aumentar os lucros, além da procura.
A medida da AGT faz com que nos próximos cinco anos não entre no país pneus usados.
Para os vendedores do produto no Morro Bento, em Luanda, o que se precisará somente é que o BNA continue a normalizar o processo de acesso às divisas, pois que a concorrência dos pneus de ocasião era desleal aos que comercializam pneus novos e os que compram no exterior e ainda com obrigações fiscais.
Na reportagem que o JE fez, constatou-se que o pneu de ocasião ou segunda mão como é habitualmente chamado, custa entre cinco a sete mil kwanzas, dependendo da referência e a cilindrada do veículo. Os jeep são os mais caros. Em contraponto, os pneus novos variam de acordo com a origem, se for europeu, tornam-se mais caro. Se asiáticos, os preços baixam ligeiramente, ou seja, um pneu para uma viatura Hyundai Elantra, por exemplo, custa 25 mil kwanzas se ele for de proveniência da Europa. Se do Dubai ou outra parte da Ásia, até kz 16 mil o interessado leva-o consigo.
O negócio de pneus usados é alimentado por recauchutagens informais que, além da reparação, reaproveuitam o que às vezes é deitado fora pelo cliente para revender a outros aflitos.
De acordo com o levantamento feito, por exemplo, uma lâmina de chourição para concertar um pneu furado pode chegar a 5000 kwanzas dependendo da origem e da durabilidade do material. Normalmente, cobram-se 1.000 kwanzas por cada furo no pneu, e quando o cliente pede desconto paga até 800 kwanzas.
Além de dar maior garantia e segurança ao trânsito automóvel, esta medida da AGT, que vigora desde ontem, também é encarada como uma oportunidade para que os revendedores de pneus criem um mercado de reaproveitamento interno sem ir buscar lá fora o q ue aparentemente seja de fraca durabilidade. Esta opinião foi ao menos partilhada com o proprietário de uma recauchutagem no Golf 2, Sandro Emanuel.