O relançamento das pequenas, médias e grandes industriais, com vista a criação de um ambiente favorável às actividades dos agentes económicos, está assente na criação dos Pólos de Desenvolvimento Industriais, um pouco por todo o território nacional.
Em entrevista ao JE, o director Nacional do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério da Indústria, Ivan Prado, revelou que a implementação da Rede Nacional de Pólos de Desenvolvimento Industrial de Angola prevê-se a criação de 22 em todas as províncias, dos quais sete, nomeadamente de Luanda, Catumbela (Benguela), Caála (Huambo), Kunje (Bié), Fútila (Cabinda) e Lucala (Cuanza Norte), contemplam a primeira fase.
Ivan Prado sublinhou que a infra-estruturação dos Pólos é bastante onerosa, envolvendo um investimento que varia entre 70 e 75 milhões de dólares norte-americanos, já que contempla a construção e instalação de vias de comunicação, energia eléctrica, água potável, entre outros projectos, que facilitam a instalações de unidades industriais.
Dada as dificuldades financeiras que o país atravessa, o Executivo angolano orientou o Ministério da Indústria para criar mecanismos para o envolvimento do sector privado, numa parceria público-privada.
“Existe uma orientação para que o Ministério da Indústria encontre parceiros privados, que queiram infra-estruturar e depois, com o Estado fazerem a gestão destes parques industriais”, disse.
Os Pólos de Luanda e de Benguela já foram criadas as sociedades jurídicas, faltando apenas recursos financeiros. No Pólo do Fútila, as obras de infra-estruturação estão a 50 por cento, sendo que na Caála estão em curso negociações com parceiros interessados para a execução das obras.
Actualmente, estão já instaladas no Pólo de Desenvolvimento Industrial do Fútila três unidades industriais a funcionar e existem cerca de 29 candidaturas.
A estratégia do Executivo angolano tem como objectivo criar uma cadeia produtiva, com base nos recursos que cada região dispõe, com vista a se alcançar as metas de desenvolvimento sustentável.
Para o director Nacional do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística (GEPE) do Ministério da Indústria, tudo está a ser feito para se criar um parque industrial “muito forte”, numa altura em que o país tem nas províncias de Luanda, Benguela e Huíla as suas principais referências em unidades fabris.
“Os pólos são fundamentais para o boom industrial. Hoje, o país necessita de muitas infra-estruturas, principalmente energia eléctrica, água e vias de comunicação, que em muitos casos a sua falta obriga a que os investidores tenham que criar estes meios, tornando assim caro o produto final”, sublinhou.
Segundo argumentou, o país tem tudo para relançar a actividade da indústria transformadora com maior vigor, sendo para isso necessário que o Estado crie condições para que o “custo de produção industrial seja baixo, mas que aumente o número de empregos directos e indirectos, medida alinhada nas políticas do Governo”.