O programa de auto-construção dirigida na província da Huíla permitiu distribuir, até finais de 2017, mais de 36 mil lotes de mil metros quadrados cada, nos municípios de Caconda, Caluquembe, Cacula, Chibia, Chipindo, Chicomba, Cuvango, Matala, Jamba, Quilengues, Quipungo e Humpata.
Ao considerar a importância da estratégia do subprograma de autoconstrução dirigida, o vice-governador provincial da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas, Nuno Mahapi Ndala, disse que a prossecução da política urbana propicia, nos mais variados municípios, o ordenamento e a expansão de sistemas urbanos, com sistemas e modelos de urbanismo de interesse público.
Nuno Mahapi Ndala reconheceu que, o programa permitiu a uma articulação positiva entre o centro urbano e rural, com o surgimento de infra-estruturas urbanísticas e equipamentos sociais colectivos, adequadas aos diferentes tipos.
Esclareceu ainda que o Programa Nacional do Urbanismo e Habitação, na sua estrutura de intervenientes, define que 68,5 por cento (685.000 habitações) estão destinadas ao subprograma de autoconstrução dirigida e a Huíla é das províncias que mais lotes distribuiu, o que permitiu o surgimento de milhares de moradias.
O ganho, referiu, apesar das dificuldades próprias ao actual contexto financeiro, é sinal de avanços, e isso visto em todos os municípios da província da Huíla.
De acordo com o governante, até ao princípio do II semestre de 2017, o subprograma de constituição de reservas fundiárias e de lotes para auto-construção dirigida permitiu criar uma reserva fundiária de 50.416,17 hectares e a cedência de 34.385 lotes, onde foram construídas mais de 19 mil habitações.
“A semelhança do que acontece pelo país, a partir do ano de 2009, logo após a aprovação do Programa Nacional do Urbanismo e Habitação (PNUH), empreendeu-se um trabalho de identificação e constituição de reservas fundiárias urbanizáveis, também na província da Huíla”, disse.
Os ganhos proporcionados permitiram a criação de infra-estruturas urbanísticas e equipamentos sociais colectivos adequados com os centros urbano e rurais, com infra-estruturas urbanísticas e equipamentos sociais colectivos, adequados aos diferentes tipos de ocupação urbana, compatibilizados com políticas públicas de distribuição espacial da população, de segurança e de desenvolvimento socioeconómico.
A acção permitiu ainda construir pólos de desenvolvimento e competitividade e reduzir desigualdades sócio-espaciais.
O vice-governador provincial da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas da Huíla, Nuno Mahapi Ndala, afirmou que, na identificação das reservas fundiárias já constituídas, foram tidas em conta a proximidade de água e energia e malha urbana, planos urbanísticos elaborados.
A contínua promoção e incentivo a obtenção da casa própria, permitiu entregar milhares de hectares de mil metros quadrados à população no Lubango, no âmbito do programa de autoconstrução dirigida disse o administrador local.
Nuno Mahapi Ndala destacou a pertinência do subprograma de autoconstrução dirigida.
Disse que 70 por cento das reservas fundiárias está destinada ao programa de autoconstrução dirigida. O programa de auto-construção dirigida permite minimizar o défice habitacional e possibilita às pessoas com menos recursos construir com a ajuda do governo, o sonho a casa própria de forma aceitável.

Programa abrangente
O subprograma de autoconstrução dirigida destaca-se pela transversalidade que apresenta, por conter serviços a vários níveis, como os da Justiça e Direitos Humanos, Construção, Energia e Água e da Indústria, por desempenharem papéis de relevância.
O administrador municipal de Caluquembe, José Arão Nataniel Chissonde, disse que o programa, além de permitir a construção da casa própria aos jovens e não só, melhorou a imagem da urbe.
José Arão Nataniel informou que o acesso aos lotes de mil metros quadrados é simples no município. Basta dirigir um requerimento ao administrador municipal e fazer o pagamento dos emolumentos necessários.
Disse que existe ainda várias áreas por lotear para serem entregues aos requerentes.
O mesmo exemplo é partilhado pelo município de Chipindo, o mais distante da capital huilana (456 quilómetros do Lubango).
O administrador Daniel Salupassa disse que a circunscrição é das regiões que mais foi fustigada pela guerra, daí a recuperação das infra-estruturas estarem a contribuir positivamente na melhoria da qualidade de vida da população.
O ganho do subprograma de autoconstrução é também reflectido de forma positiva nos municípios da Matala, Jamba, Quilengues, Cacula, Quipungo, Humpata, Gambos, Caconda e Chicomba.
Por sua vez, o administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, informou que foram entregues vários lotes no âmbito do programa de autocostrução dirigido e que o processo é contínuo.
Na distribuição anunciada, as localidades abrangidas foram as de Mutundo, Figueira, Tchavola, Lubango e nas comunas da Quilemba e da Arimba.
“A previsão é de distribuir mais lotes ao longo do ano em curso. Acrescentou que nas novas áreas urbanísticas estão a ser abertas ruas e projecções de sistemas de abastecimento e distribuição de água e energia eléctrica.
Apesar de haver insuficiência de equipamentos para o loteamento de forma mais célere, o trabalho no Lubango, segundo o administradoer, tem sido feito com êxito.