O porto de Luanda continua a ser responsável em cerca de 80 por cento do tráfego de importação e exportação do país, assumindo-se como a maior plataforma portuária.
Segundo o presidente do conselho de Administração do Porto de Luanda, Alberto Bengue, que discursava durante a conferência sobre adesão da unidade portuária ao “Compacto Global” (plataforma afecta à ONU), realizado em Luanda, ontem, quinta-feira, as reformas das infra-estruturas portuárias têm contribuído para o alcance destes resultados.
Alberto Bengue destacou que o plano estratégico do porto de Luanda, que privilegia três eixos fundamentais, tem estado a criar um modelo moderno de planear, gerir, regular, fiscalizar e promover a unidade portuária “garantindo a segurança das pessoas e bens, a sustentabilidade económica, social e ambiental”.
O gestor destacou que a oferta de serviços e infra-estruturas capazes de responder as necessidades do país, e de Luanda em particular, tornando, desta forma, a empresa mais segura “mais eficiente e mais competitiva”.
O PCA do porto de Luanda defende a necessidade de se aprofundar e reforçar políticas estruturais, essencialmente, a de introduzir a sustentabilidade no porto de Luanda como critério de gestão, que não de confina apenas em promover um olhar para o futuro ou de respeito pelo planeta como algo que é de todos, nomeadamente das gerações actuais e futuras.

Adesão
O coordenador residente das Nações Unidas em Angola,  Pier Balladelli, não escondeu a sua satisfação com a adesão do porto de Luanda, ao Pacto Global das Nações Unidas, tendo, na ocasião, destacado os dez princípios universalmente da iniciativa.
Segundo explicou, o Compacto Global é uma instituição afecta a Organização das Nações Unidas é uma iniciativa política estratégica para as empresas que se comprometem a alinhar as suas operações e estratégias com dez princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.
Por sua vez, o especialista em gestão de empresas  Daniel Tiago, considerou a adesão como um acto de “extrema importância”, uma vez que o Porto de Luanda assumiu compromissos que lhe vão ajudar melhorar a sua actuação.
Para o especialista, a assunção destes compromissos vão contribuir para a diminuição do índice de “mortalidade das empresas”, a nível do continente e de modo particular no país.

Indicadores mostram robustez
da principal unidade portuária
A produção geral do porto de Luanda em 2016 cifrou-se em 7.189.943,20 toneladas, repartidas em 1.718.752,25 correspondentes à carga não contentorizada que representa um decréscimo de 25 por cento e 5.417.190,91 correspondente à carga contentorizada bem como um decréscimo na ordem dos 17 por cento.
Segundo um documento estatístico do porto de Luanda, a que o JE teve acesso, no contexto geral houve um decréscimo de 19 por cento para a carga manuseada em toneladas, isto é, comparativamente
ao período homólogo de 2015.
A fonte acrescenta que durante o ano de 2016, escalaram no porto de Luanda 4.622 navios, sendo 732 de longo
curso e 3.890 de cabotagem.
A frequência de chegada para os navios de longo curso foi de aproximadamente dois navios por dia, apresentando um decréscimo na ordem dos 19 por cento relativamente ao ano de 2015 que registou uma frequência de chegada de três navios por dia.
Os navios de cabotagem, maioritariamente compostos por navios de actividade petrolífera (Supply Boat), tiveram como média de chegada 12 navios por dia, com um decréscimo de 31 por cento de navios chegadaos em relação ao mesmo período de 2015.
A fonte acrescenta que este decréscimo foi-se acentuando ao longo do ano de 2016, devido ao abrandamento
da economia nacional.
AS