O porto do Lobito, em Benguela, está a agigantar-se para contribuir de forma satisfatório para o desenvolvimento económico do país.
Para o presidente do Conselho de Administração do segundo maior porto do país, Agostinho Felizardo, depois dos grandes investimentos aplicados pelo Executivo angolano, no período 208/2014, para a construção, reabilitação e ampliação da infra-estrutura, é altura de começar a rentabilizá-lo já que, actualmente, estão “meio adormecido”.
O gestor destacou que nesta fase da diversificação é importante que a economia se sirva destas infra-estruturas, numa altura em que a produção e o volume de negócio no porto do Lobito está “muito abaixo dos 40 por cento”.
Segundo avançou, no primeiro trimestre de 2017, a unidade portuária movimentou cerca de 412 mil toneladas de mercadoria diversa.
“Este ano no primeiro trimestre conseguimos chegar nas 510 mil toneladas. Há um ligeiro crescimento, mas não podemos dizer que esta tendência se irá manter, já que tudo depende do que acontecer na economia”, frisou.
Agostinho Felizardo mostrou-se esperançado de que os sinais da “reanimação da economia” que se vai notando, anunciam a possibilidade do aumento actividade de produção do porto do Lobito, que ficou “profundamente” afectado que a queda de receitas, por culpa da crise .

Agigantar a região
O PCA do porto do Lobito anunciou que a unidade portuária está para receber com regularidade o manganês proveniente das mina de Kissengue, região de Katanga, na República Democrática do Congo (RDC), sendo que nos próximos dia chega o décimo carregamento.
“Há um movimento constante deste negócio, o que dá a indicação de que as expectativas dos operadores estão a ser concretizadas e a nossa satisfação é de que em pouco mais de três meses registamos nove carregamentos com regularidade”, sublinhou.
Agostinho Felizardo precisou que com estes indicadores “podemos acreditar que esta acção só por si, estará a interessar outros operadores a acreditarem na operacionalidade quer da via do caminho-de-ferro, que dá suporte à actividade do porto, quer da capacidade da unidade em dar resposta a movimentação do minério”.
Anunciou que já estão avançadas as negociações com outros operadores para que o porto do Lobito possa também transportar cobre.

Divulgar as potencialidades
Quanto a participação na FILDA, o PCA entende que as feiras são o meio privilegiado para se divulgar o potencial de negócio que as instituições têm, e para se tomar contacto com aquilo que outra empresa dispõe.
“É sempre importante apresentarmos ao mundo empresarial que o porto do Lobito está vivo, e que continua com a disponibilidade de atender os clientes que querem contribuir para o desenvolvimento do país”, disse.