Doze empresários estrangeiros, que participaram na primeira Conferência Internacional sobre Promoção de Investimentos, realizada recentemente nesta cidade, manifestaram a vontade de canalizar recursos para o desenvolvimento da província, nos sectores da hotelaria e turismo, agricultura, indústria e construção civil.


Os empresários de diferentes países valorizaram a iniciativa do Governo Provincial de Malanje em realizar o evento que vai contribuir na atracção de investimentos de grande dimensão.

Os temas ligados e “Angola: economia e ambiente de negócios”, “Nova Lei do Investimento Privado”, “Apiex e as estratégias de exportação”, “Plano de desenvolvimento do sector da energia e águas”, “Malanje: potencial económico e oportunidades de investimento” centralizaram as discussões no certame. Sob o lema “Malanje: investir para aceleração da diversificação da economia”, a conferência teve a duração de três dias.

No leque de mais de 300 empresários nacionais e estrangeiros, encontrava-se o norte-americano R.K. Murukurthy, que se mostrou disponível para investir em Malange no sector das tecnologias viradas para a agro-indústria e na construção civil. R.K Murukurthy, é director da empresa APT American Plastics Technologies.

Ele realçou que está pronto para investir, restando apenas mais acertos com o Governo Provincial de Malanje, para que a intenção manifestada se torne uma realidade. Para o empresário norte-americano, a conferência foi bastante frutífera, pois permitiu aos investidores interagirem num ambiente de negócio favorável.

“Esta conferência permitiu-me conhecer melhor Malanje, e dei conta que é uma província muito rica em termos de recursos naturais que possibilitam a implementação de projectos ligados às diversas áreas”, disse.

Para R.K. Murukurthy, outros países de África devem seguir o mesmo rumo, organizando conferências e mais encontros, para atrair investimentos, na medida em que “há sempre a vontade de investir, mas com
poucas oportunidades”.

O empresário americano manifestou igualmente a vontade de cooperar com os investidores angolanos em todos os sectores, sobretudo o da indústria.

“Estou disposto para trabalhar com qualquer empresário. Tenho projectos para instalar em Angola de fábricas de materiais plásticos, latas para conserva de alimentos e não só, daí que, estou aberto para parcerias”, apelou. R.K. Murukurthy revelou ter igualmente um projecto na área da habitação, pelo que necessita estabelecer uma parceria com as autoridades angolanas para a construção e colaborar na edificação de centralidades em algumas regiões do país.

Itália
Da parte italiana, o empresário Carlos Nabor mostrou-se disponível para investir em Malanje no sector da agro-indústria. Na conferência, levou cinco engenheiros agrários que vão começar a fazer em breve um estudo de levantamento das potencialidades fundiárias para se concretizar o desejo.

Carlos Nabor disse que, após a conclusão do estudo, não terá receios de investir no agronegócio. O empresário italiano referiu ainda que pretende ajudar o Executivo angolano em reduzir as importações, sobretudo em produtos alimentares.

“A nossa empresa, além da importação e exportação, também faz a produção de arroz, azeite, leite em pó e outros produtos, daí que, pretendemos instalar fábrica em Malanje e começar a exportar para países como Brasil, Argentina e outros da região Austral do continente africano”, disse.

Carlos Nabor reconheceu o bom estado de várias estradas da província, o que vai permitir escoar os produtos para outros pontos do país, sobretudo para Luanda, onde se encontra concentrado o maior número de habitantes do país.

O empresário italiano garantiu que, quando regressar para o seu país, a outra tarefa que terá vai ser de convidar os seus parceiros a conhecer Angola, para começarem a procurar outras oportunidades.

Portugal
De Portugal, veio o empresário Paulo Fonseca, que já trabalha em Angola há bastante tempo, em representação da empresa Cummins Angola. O empresário luso disse que a visão do governo provincial de Malanje, em realizar a actividade, demonstra uma certa vontade em busca de investimentos para a província.

Depois de visitar a empresa Biocom no município de Cacuso e as Quedas de Calandula, Paulo Fonseca reconheceu que Angola tem potencialidades para se tornar celeiro da agricultura no continente. Paulo Fonseca adiantou que já conseguiu estabelecer parcerias com o governo provincial de Malanje e o Ministério da Energia e Águas, para o fornecimento de energias de baixa, média e alta tensão.

O representante da Cummins Angola reafirmou o compromisso da sua empresa em estabelecer parcerias com o tecido empresarial malangino.

Grupo Miamop
Já o empresário angolano Monteiro Capunga, do grupo Miamop, valorizou a iniciativa do Governo Provincial de Malanje em promover o evento, na medida em que permitiu a investidores de diferentes extractos a colaborarem numa única linha de pensamento. Monteiro Capunga reconheceu a actual dificuldade que o cenário macroeconómico do país apresenta, afectada pela baixa do preço do barril do petróleo no
mercado internacional.

O empresário partilhou a visão de que é necessário haver maior interacção entre os empresários nacionais e estrangeiros para diversificar a economia nacional. Monteiro Capunga afirmou que da parte do Governo tudo está a ser feito, o que necessita da contribuição dos empresários nacionais e estrangeiros nos variados domínios para alavancar a economia nacional.