O primeiro forno de produção de clinquer da fábrica de cimento Cimenfort, no município da Catumbela, província de Benguela, foi inaugurado, em Junho, pela ministra da Indústria, Bernarda Martins, representando a segunda fase do projecto daquela unidade fabril.
Nesta ocasião, ao falar à imprensa, a ministra destacou as vantagens que resultariam da produção do clinquer localmente, ao contrário dos últimos cinco anos em que a fábrica importara essa matéria-prima para o fabrico do cimento (desde a sua inauguração em 2012).
Para a governante, o investimento veio trazer inúmeros benefícios, nomeadamente a poupança de divisas, através do fabrico do clinquer no país, ao mesmo tempo que aumentou a capacidade de produção para o dobro e tornar a fábrica auto-suficiente em termos de produção de cimento.
Por seu lado, Paul Hang, o proprietário da Cimenfort, indicou na cerimónia oficial de apresentação que a segunda fase inaugurada consistia na utilização do sistema integrado para moagem de cimento, com a utilização da prensa de rolos, possibilitando duplicar a actual capacidade de produção instalada de 700 mil toneladas/ano, o equivalente a 28 milhões de sacos de cimento/ano, ou seja, uma produção diária de quatro mil toneladas
correspondentes a 80 mil/dia.
Informou que a fábrica foi concebida para três fases, sendo a primeira para produzir 700 mil toneladas, inaugurada a 22 de Agosto de 2012, a segunda destinada a aumentar a capacidade de produção para o dobro (1,4 milhões toneladas, iniciada em Junho) e a terceira e última a de montagem da moagem do clinquer, cujo processo de fornecimento de equipamentos pode se estender até 2019.

Sécil Lobito

A Companhia de Cimento do Lobito investiu, em 2013, 18 mil milhões de kwanzas (187 milhões de dólares) numa nova fábrica de cimento no Lobito, com capacidade para produzir 1,2 milhão de toneladas/ano. A referida unidade foi projectada com a capacidade de produzir, aproximadamente, 400 mil toneladas por ano.
Nesta ocasião, dados divulgados pela Lusa davam conta de que a empresa Cimentos Nacionais de Angola (CNA), ligada ao grupo português Galilei, obteve concessões do Governo angolano para a exploração de gesso numa área total de quase 620 hectares, na província de Benguela.
As duas concessões sobre os direitos mineiros da exploração industrial de gesso atribuídas à CNA, de acordo com despachos governamentais, dizem respeito a áreas na comuna do Dombe Grande, no município da Baía Farta. Acrescentam os despachos que estas duas explorações visam garantir o abastecimento de matéria-prima para a fábrica de produção de cimento que a CNA detém em Benguela.
O grupo português Galilei – ex-Sociedade Lusa de Negócios/detentora do BPN – anunciou em 2013 a entrada no sector dos cimentos em Angola, em parceria com o grupo alemão HeidelbergCement. Envolvia então um investimento anunciado de 370 milhões de dólares na Cimentos Nacionais Angola (CNA), para uma capacidade instalada inicial de dois milhões de toneladas de cimento.