A venda de automóveis tem registado, nos últimos três anos, significativas quedas nos lucros e procura, devido a um esfriamento da capacidade de compra do mercado.
Os anos de bonança em que até particulares subiam no voo da Emirates, Taag ou outra companhia aérea e deslocavam-se para o Dubai (Emirados Árabes Unidos), China ou Panamá passaram devido à escassez de divisas na economia.
Desde logo, e com esses bons tempos, foi-se também a facilidade na aquisição de viaturas novas. O cenário seguinte foi o de “cuidar o que tens ou ficas sem nada”, como alguém dizia.
Dados mais recentes dos concessionários de automóveis dão conta de que o mercado de viaturas registou uma quebra de 57 por cento entre Janeiro e Outubro do ano passado, ao vender apenas 8.146 viaturas, contra 20.500 do mesmo período de 2014.
Dentre os concessionários Rubert Hudson (Ford), Cosal (Hyundai), Imporáfrica (Kia), TDA (Renault), Opel (Mercedes) ou outra, a queda na procura é tão visível, que Luanda e Lobito, os principais pontos de entrada, só entregam carros novos mediante encomendas com pré-pagamento.
A alternativa passou a ser a de carros semi-novos, um nicho onde a Robert Hudson lançou-se com a missão de recompra de viaturas Ford com até ou menos de 200 mil quilómetros.