As trocas comerciais entre a China e Angola atingiram em 2014 um valor total de mais de 37 mil milhões de dólares (4,0 triliões de kwanzas), segundo dados a que o JE teve acesso.

Estes números são inequivocamente a expressão da forte presença chinesa em Angola e do que representa o parceiro africano para
este gigante mundial.

As autoridades dos dois países consideram que as relações entre Angola e a China são, nesse momento, um exemplo da cooperação bilateral do gigante asiático com o continente africano, segundo considerações de responsáveis do Governo de Pequim.
O mais recente convite para uma visita de Estado do Presidente José Eduardo dos Santos à China, formulado pelo seu homólogo, mostra, claramente, a importãncia estratégica que Angola representa para os objectivos da China, que além de novos mercados busca também novas oportunidades para a fixação de investimento directo.

O embaixador chinês em Angola disse à saída de uma audiência que lhe foi concedida esta semana pelo Presidente José Eduardo dos Santos, que entregou a carta/convite do seu país, que esta visita “vai aprofundar ainda mais o bom relacionamento da cooperação em distintas áreas entre os dois Estados, que considerou “estratégicas”.

Segundo a porta-voz dos Negócios Estrangeiros da China, Hua Chunying, citada pela imprensa, as “amigáveis relações” sino-angolanas são baseadas na “confiança política recíproca” e “tornaram-se um modelo da cooperação mutuamente vantajosa que a China mantém com os países africanos”.

Acordos
Recentemente, uma delegação angolana esteve em visita à China. O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, que chefiou a delegação angolana, Edeltrudes Costa, co-presidiu o encontro com o ministro do Comércio chinês, Gao Hucheng.

Na ocasião, Edeltrudes Costa, citado pela Angop, sublinhou que Angola espera que a China reforce os seus investimentos nos domínios da indústria, da energia e águas, das pescas e dos transportes, em especial da aviação regional, para facilitar as ligações entre países africanos, da construção de aerogares e aeroportos, bem como de trabalhos adicionais à reabilitação dos caminhos-de-ferro.

Referindo-se sobre a diversificação da economia, a grande aposta do Executivo angolano, o ministro de Estado apelou à experiência chinesa na agricultura, na produção de alimentos e no desenvolvimento de projectos no domínio sociocultural e da formação de quadros, como acções de cooperação a ter em conta a curto, médio e longo prazos, na parceria estratégica entre os dois países.

“A nossa parceria estratégica ganha ainda maior significado no actual contexto económico e financeiro internacional, caracterizado pela incerteza, com destaque para a queda do preço do petróleo, que tem vindo a afectar a economia angolana”, referiu.

Os encontros entre delegações angolanas e chinesas enquadram-se na necessidade da consolidação da parceria estratégica entre os países, visando o cumprimento das metas fixadas no plano nacional de desenvolvimento de Angola 2013-2017.