Os produtores amadores constituem uma séria ameaça para os profissionais da área, que receconhecem, que nos últimos anos foram difíceis para os angolanos de uma maneira geral e para a música em especial, caracterizado, principalmente, pela diminuição da comercialização de álbuns e a sua consequente produção.
Segundo Mauro de Lima Pimentel, o Xando Produções, como é tratado nas leads musicais, o número de actividades, os patrocínios, também diminuiu substancialmente, tornando os eventos culturais escassos, com artistas a queixarem-se da falta de trabalho. “A promoção musical também baixou. Hoje quase que não vemos produtos novos, basta ver nos canais habituais como a televisão, rádios, jornais e as redes sociais. Não há promoção de música para quase todo mundo, além das dificuldades naturais da profissão”, reconhece.
De acordo com dados avançados pelo produtor, director artístico e compositor, a produção de um disco em termo de custos varia de acordo o estilo musical. De uma forma geral, os estilos mais acústicos como semba, kizomba são os mais caros em relação aos demais como o rap e o kuduro. “Depende daquilo que o músico pretende fazer, onde quer chegar e a sua capacidade financeira. Fica difícil dizer os valores, por não serem valores fixos”, referiu.
Para o produtor, hoje em dia há muita diversidade de oportunidade, mais opções e condições para que a qualidade seja melhor do que no passado. Com a facilidade de obtenção de material, o aumento dos profissionais no mercado e consequentemente de amadores duplicou e este fenómeno pode ser prejudicial para os fazedores de música. Por um lado facilitou a produção, mas também fez diminir à procura e fez nascer a falta de rigor. “Muitos artistas tornaram-se produtores. Com tudo isso há mais oferta, mais concorrência, mas mesmo assim, quando se procura pelos melhores da praça, os preços são
muito elevados”, reconhece.
Xando Produções apela a quem de direito para a criação urgente no mercado, de uma indústria musical, a profissionalização da classe, a introdução de normas institucionais que regulem e ditem as regras para organização do ramo, sobretudo em matéria de direitos de autor. “É preciso ordem para que os artistas possam crescer e gerar lucros para o Estado, por meio de impostos”, disse.
Xando é responsável por muitos sucessos da praça como os Pilucas, W King, Agre G, Vaga Banda, Marceny Neto, Samara, Maianggaz e outros nomes.