O sector pesqueiro é um dos que mais potencialidades tem para poder dinamizar a produção nacional.
Segundo a administradora a empresa Solmar (realização e explorações de empreendimentos piscatórios), Elizabete Dias dos Santos, existe vários factores que têm estado a “estrangular” o normal funcionamento das unidades fabris que operam no sector pesqueiro.
Como exemplo, a gestora mencionou algumas indústrias de transformação de pescado localizadas no município piscatório do Tômbwa, na província do Namibe, com grande potencial, mas que a sua actividade tem estado a ser dificultada por falta de uma política ou plano estratégico de
protecção a sua produção.
“Cada vez mais vemos embarcações estrangeiras a fazerem o transporte do nosso peixe, depois entra no mercado nacional como se fosse capturado noutras águas. Acho isso um crime, e quem o combate são as autoridades. Nós estamos aqui para apoiar, auxiliar enquanto veículos de informação e manutenção de tecido empresarial nacional”, explicou.
A falta de matéria-prima de qualidade a preços competitivos também perfila no rol das dificuldades que as unidades fabris do sector enfrentam.
“Temos também o problema de acesso às divisas para a obtenção ou importação de alguma matéria-prima que incorpora o processo de produção”, sublinhou.

Espelho da persistência
A responsável espera desta edição da FILDA, o espelho daquilo que ainda existe localmente, e que pode ajudar a atrair mais investimentos nos mais variados segmentos da actividade económica.
“Esta FILDA representa a resistência do empresariado nacional, dadas as dificuldades que enfrenta. Esta persistência tem de ser transmitida para as futuras gerações”, precisou.
A Solmar está no mercado angolano há dois anos. A empresa faz parcerias com outros operadores (embarcações) que têm a missão da capturar o pescado, e a Solmar faz a transformação do pescado fresco e congelado.
Com uma capacidade instalada de produto acabado de 300 toneladas, a empresa instalada no município piscatório de Cacuaco (Luanda), tem uma produção diária de 15 toneladas.
Em termos de armazenamento, a firma tem uma capacidade de 500 toneladas das quais 200 estão reservadas para matéria-prima e as restantes para o peixe processado.
Com a marca “feito em Angola”, a firma embala vários tipos de peixe como ruivo, sardinha, sargo, bagre, cachucho, chopas, carapau e arracador. AV