Obter uma licenciatura em algumas universidades privadas está cada vez mais caro, tudo porque nestas instituições, o preço das propinas para o presente ano académico registou uma subida, incluindo o dos emolumentos se comparados com os do ano anterior.
O JE apurou que as direcções das instituições alegam a subida do preço como um ajuste que o Governo fez face à inflação.
A situação está a inibir muitos estudantes de efectuarem as inscrições e justificam que os custos das propinas estão muito aquém das possibilidades.
Por exemplo, o Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola ( I.S.I.A) conta com 18 cursos técnicos e não técnicos, como edicina, Arquitectura, Urbanização, Cinema, Fisioterapia, Nutrição e Enfermagem.
Também há Farmacêutica Psicologia, Pedagogia, Comunicação Social, Direito, Relações Internacionais, entre outros. O ISIA aplica uma propina mensal de 26 mil para os cursos técnicos e 21 mil kwanzas para os não técnicos.
Já no Instituto Superior Politécnico Katangoji, o valor da propina mensal é de 35 mil kwanzas para todos os cursos, desde Engenharia Civil, Informática, Mecânica, Geográfica, Hidráulica, Química e de Engenharia em Pesquisa & Produção de Petróleo.
No Instituto Superior Politécnico de Kalandula(ISPEKA), que conta com 16 cursos desde Gestão de Administração, de Empresas, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Marketing, Economia e a de Engenharia de Petróleo.
Do leque dos cursos de Engenharia, constam as Telecomunicações, Refinaria, Pesquisa & Produção, entre outros. Os preços variam entre 25 mil kwanzas para os de Engenharia e Tecnológico, Psicologia Clínica e Ciências da Saúde. Para os cursos de Ciências Sociais e Humanas têm como propina o valor de 20 mil kwanzas.
Na altura da matrícula, é cobrada a taxa de inscrição no valor de 8 mil kwanzas, 12 mil para a matrícula para os novos, e 10 mil kwanzas para os que ainda frequentam os níveis sequentes.
Na Universidade Gregório Semedo, o valor da propina para este ano é de 28 mil kwanzas para todos os cursos. E no Instituto Superior Politécnico Metropolitano de Angola (IMETRO), os cursos variam de 26 a 31 mil kwanzas por mensalidade. Com 17 cursos entre os quais de Ciências Tecnológicas e Engenharia, Ciências Humanas e Educação e Arte e Ciências Económicas e Gestão.
No entanto, entre os estudantes, há quem já pense em mudar de universidade.
Segundo o chefe de Departamento de Assuntos Académicos e Pedagógicos do Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola ( I.S.I.A), Robiu Acosta Heredio, o que muitos entenderam como aumento do preço da propina não passa de um ajustamento do preço da moeda nacional ao dólar.
Segundo o responsável, tudo deve-se à actual realidade económica e social em que o país se encontra. Muitos cidadãos pretendem ingressar na Universidade Católica de Angola (UCAN)., mas ficam pela vontade, porque as propinas vão subir. Os cursos técnicos passam de 25 para 30 mil kwanzas, enquanto os sociais dos 25 para 28.
“Apesar de ser uma das melhores do país, o preço parece-me exagerado, até porque é uma universidade ligada a igreja”, lamenta António do Nascimento, que entende que as instituições de ensino superior “não devem ignorar os níveis de pobreza” do país.
O posicionamento de António do Nascimento é reforçado por Dilson Pascoal, que pretende formar-se em Engenharia de Petróleos.
“O que me trouxe à Ucan é a qualidade do ensino e, sobretudo os preços, que são acessíveis.