Os resultados dos trabalhos levados a cabo pelo Ministério da Construção, em parceria com as administrações municipais e comunais, dão mostra de que as comunidades estão cada vez mais optimistas com os resultados das políticas do Executivo.
Nos municípios como Cazenga, Viana, Cacuaco, Kilamba Kiaxi e distritos urbanos de Sambizanga e Rangel, alguns bairros já beneficiaram de obras de requalificação das infra-estruturas rodoviárias e outras continuam.
Assim, no âmbito das infra-estruturas rodoviárias, os objectivos estabelecidos para o quinquénio 2013/2017, definidos no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), aprovado pelo Executivo, constam o aproveitamento da rede secundária, que passa pela reabilitação de 6 mil quilómetros, iniciado em 2014 com uma meta de execução cíclica de mil e 500 quilómetros.
Para o desanuviamento do trânsito, vários projectos estão em curso, nomeadamente a construção das chamadas vias estruturantes das quais algumas já estão concluídas e nota-se o efeito que elas representam no desanuviamento do sistema viário.
O PND enfatiza que a cidade de Luanda tem a particularidade das suas vias desenvolverem-se de forma radial e complementadas por sistemas viários circulares à parte urbanizada da cidade.
Assim, Luanda possui três radiais que são fundamentais para o tráfego da cidade: a via norte que liga Luanda/Kifangondo, a Leste que também é conhecida como a estrada de Catete e a do Sul que liga Luanda às localidades do Sumbe, mais precisamente à província do Cuanza Sul.


Programas de drenagem

Em Luanda, ainda no âmbito das vias estruturantes, onde os trabalhos decorrem a bom ritmo, tem sido um problema crucial a necessidade de adequação aos projectos de drenagem à situação da macro-drenagem. Estas questões, segundo um documento do Ministério da Construção, agudizam-se, fundamentalmente, em várias zonas como Cazenga, Palanca, Viana e Cacuaco, onde, neste momento, estão a decorrer os projectos de macro-drenagem.
Segundo constatou a nossa reportagem, nestas localidades, os trabalhos estão a decorrer com alguma normalidade e prevê-se, que tão logo se concluam as obras, haverá melhorias nas condições de vida das populações.
No entanto, os trabalhos de manutenção estão a cargo da Unidade Técnica para o Saneamento da Cidade de Luanda, uma estratégia de construção do sistema integrado e abrangente de drenagem e de saneamento da cidade que contempla a construção de novos hectares, responsáveis pela recolha das águas pluviais e residuais das bacias que constituem a província de Luanda.

Conservação e manutenção

Os serviços de conservação de estradas representam uma prioridade no âmbito do PND sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), que é a entidade responsável pela gestão rodoviária nacional. Por isso, reveste-se de uma importância capital neste processo, já que é através da conservação que fazem a preservação de todos os investimentos feitos pelo Estado na reabilitação ou construção das diferentes infra-estruturas que integram a malha viária.
Neste sentido, beneficiaram já dos resultados dos trabalhos de conservação e manutenção mais de quatro mil e 300 quilómetros de vias.
No entanto, nesta altura tem-se como objectivo envolver toda a malha viária já reabilitada, como está a acontecer, actualmente, na estrada Comandante Fidel Castro, vulgo Via Expresso.

Vias secundárias

No tocante às estradas secundárias e terciárias, há um programa específico constante no PND, que prevê, para até ao final deste ano, a recuperação de 65 mil quilómetros de estrada, mas inicialmente, a estratégia do Executivo foi definida para contemplar a reabilitação de 17 mil e 500 quilómetros das vias terciárias.
Embora a responsabilidade de recuperação das vias terciárias seja das administrações locais ou provinciais, por força do decreto lei, o Ministério da Construção chamou a si a responsabilidade da coordenação e da execução do programa das vias secundárias e terciárias, em estreita colaboração com as autoridades locais.
Assim, a execução deste programa prevê a reabilitação, conforme o programa, de seis mil quilómetros de estradas secundárias e 65 mil quilómetros de vias terciárias, tal como foi aprovado e definido no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) para o quinquénio 2013/2017.
Portanto, o trabalho tem sido conjunto com os governos das províncias e eles definem as prioridades que vão se implementando e desenvolvendo relativamente à recuperação das vias terciárias.