O Petróleo é e continuará a ser, ainda por muitos anos, a fonte dominante de rendimento para a economia de Angola. Com mais de 90 por cento de participação no Produto Interno Bruto (PIB), o petróleo domina a economia, apesar dos esforços desenvolvidos para se mudar o paradigma actual.
A forte dependência do país de receitas petrolíferas fez com que Angola não resistisse à crise em 2014, quando o petróleo no mercado internacional registou uma queda abrupta, saindo dos 150 dólares, até atingir os mínimos de 30 dólares por barril.
De lá para cá, os números têm variado. Mas, segundo estudos, para crescer, Angola precisa que as cotações do petróleo estejam entre 82 e 85 dólares por barril, para que seja possível reequilibrar o orçamento.
A par das lutas que o país tem travado, para diversificar a economia, o Orçamento Geral do Estado (OGE) para exercício de 2019 foi aprovado em Dezembro de 2018, com a referência de preço médio do barril de petróleo a 68 dólares.
Em meio a oscilações, a verdade é que, há algum tempo, o preço da matéria-prima em referência tem se mantido acima dos 68 dólares. Por essa razão o JE saiu à rua, para saber dos cidadãos para onde o Estado deve equacionar o remanescente, bem como saber das expectativas em torno da Conferência Internacional sobre Petróleo e Gás, que Angola acolhe pela primeira vez, nos primeiros dias de Junho.
As opiniões são unânimes em afirmar que o fórum será um momento excepcional para o sector e poderá atrair novos participantes para dinamizar o mercado.
É assim que, para o Abílio dos Anjos, 24 anos, independentemente do plano que houver, o Governo deveria sempre ter como foco a redução da percentagem da dívida pública, que já começa a registar níveis alarmantes. “E, depois, ir resolvendo os problemas de base. Não acredito que haja um país que se desenvolva, se não tiver saúde e educação de qualidade”.
Já para Manuel Caquima, Angola precisa, urgentemente, de construir refinarias, para poder alavancar essa economia “que ainda tem muito para dar”, para pelo menos atingir auto-suficiência em matérias-primas, “que a própria natureza já nos dá de favor”.
Por sua vez, Nelma fontes, finalista do curso de petróleos, afirma que “a nova governação deve começar a repensar o país, com qualquer recurso ou remanescente que Angola tiver”.
“Regista-se carência de quase tudo e, para mim, o Governo devia primar pela educação e saúde”, afirma.
Para a estudante universitária Sara Ernesto, o fórum internacional sobre petróleo vai, além de atrair mais investimento, trocar conhecimento e aumentar a nossa visão com ideias mais modernas.

Abílio dos Anjos
5º ano de Pesquisa e Produção
Independentemente do plano que tiver, o governo deve sempre ter como foco a redução da percentagem da dívida pública, que já começa a registar níveis alarmantes.

Sara Ernesto
5º ano Pesquisa e Produção
O fórum internacional sobre petróleo vai ajudar Angola, além de atrair mais investimento, trocar conhecimento e aumentar a nossa visão com ideias mais modernas e actualizadas.

António Elondo
3º ano Refinação de Petróleo
O nosso petróleo é como o sangue que circula no corpo de um ser humano. Sem ele será difícil sobreviver. Porque não investir e dominá-lo na sua totalidade?

Nelma Fontes
5º ano Pesquisa e Produção
mais do que pensar em outras formas de diversificação, a verdade é que o petróleo é mesmo o nosso garante e temos de lutar para a independência produtiva e comercial.

Manuel Caquima
3º ano de Refinação de Petróleo
Temos de construir urgentemente refinarias, para de facto promovermos a diversificação da economia que ainda tem muito para dar. E nós estamos aqui para dar o nosso contributo.

Temos de construir urgentemente refinarias, para de facto promovermos a diversificação da economia que ainda tem muito para dar. E nós estamos aqui para dar o nosso contributo.
Nós já passamos por maus bocados e temos de aprender com os erros. espero que consigamos fazer diferente e tenho certeza que o executivo sabe do que é que a sociedade precisa.