Durante a ronda realizada Laurindo Caquarta, proprietário da gráfica Lauvasier, na rua Beto Carneiro, confirmou que a reabilitação desta via impulsionou o ritmo dos negócios no estabelecimento.
De acordo com Laurindo Caquarta, hoje, além dos clientes habituais, recebe encomendas de instituições públicas e privadas.
Segundo o empreendedor, os principais clientes são, sobretudo, as instituições de ensino, unidades comerciais, empresas de segurança, superfícies comerciais e singulares.
“A timbragem de t-shirt constitui o principal negócio da empresa”, disse.
Com o aumento da procura duplicou a encomenda, sobretudo das t-shirts, passando de 50 para mais de 100 unidades/dia até ao ano passado.
Apesar das actuais dificuldades resultantes da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, o empreendedor mostra-se optimista quanto ao futuro. Em relação ao mesmo período do ano passado, o volume das encomendas registou um ligeiro abrandamento, mas com os reajustes da inflação, o empresário acredita em dias melhores.
Já Roberta Paulo, moradora da rua C, do Palanca, mostrou-se indignada com o estado da rua onde mora. Segundo ela, a requalificação das vias terciárias mudou a realidade do bairro. A lama, as águas paradas e o cheiro nauseabundo fazem parte do passado. Roberta lamentou as condições das ruas B,C e D e aproveitou a ocasião para apelar à reabilitação. De acordo a interlocutora, os moradores das ruas A, E, F, G e H estão entre as mais felizes do palanca
devido à conclusão das obras.
Por sua vez, Samuel Paulo disse que a requalificação das ruas A, E, F, G e H valorizou o custo do arrendamento urbano naquela circunscrição. Hoje, os proprietários de imóveis viram-se obrigados a melhorar o estado das residências e lojas para aumentar o preço do arrendamento.
Com a requalificação das vias, as residências conheceram uma valorização superior a 50 por cento em relação ao preço anterior.
Um outro morador, no caso Felisberto Francisco, que trabalha na barbearia “Bavaria Bila”, afirmou que a requalificação das vias no palanca tem vindo a contribuir na alteração dos horários de trabalho. Inicialmente, o estabelecimento abria as portas as sete horas para fechar as 17. Hoje, com a reabilitação das vias, o horário de trabalho se estende até 20 horas, durante a semana, sendo que no final de semana podem ir até às 21 horas.
A pesar da procura, Felisberto Francisco mantém o preço de 500 kwanzas para o corte de cabelo mais requisitado, no caso o “escovinho” e assim manter a clientela.
Já Manuel Cassanda encontrou na rua A do Palanca o ambiente ideal para desenvolver o seu negócio. Na rua A, Manuel mobiliário de escritório, sala e quarto. O negócio é rentável, disse Manuel, para quem os clientes já podem ir ao seu encontro no estabecimento sem problemas mesmo quando em época chuvosa.
Joel Maiombe, por sua vez, lamentou a falta de manutenção das vias reabilitadas recentemente, uma realidade que pode vir ameaçar o futuro destas.
A rua A do palanca, por exemplo, apesar de ser nova, está a registar águas paradas por falta de assoreamento das condutas. “A realidade é desoladora quando chove”. Dificuldades na circulação, lama, águas paradas e até leva dias para
escoar as águas residuais.
O taxista Carlos Paca há mais de cinco anos na via Grafanil-Bar-Fofoca, afirmou que o seu bairro consta entre os marginalizados no município de Viana. Apontou como exemplo, as obras iniciadas no troço grafanil/Kimbango, que há cinco anos estão abandonadas à sua sorte. Para ele, no Grafanil não se pode falar da livre circulação de pessoas e bens, pois a realidade é sofrível.
Para João Salvador, as vias de comunicação jogam um papel determinante no desenvolvimento económico do país.