O segmento de Corporate & Finance, Downstream e dos Negócios não nucleares “Non Core” da petrolífera angolana Sonangol teve uma contribuição negativa, em 2018, com destaque para o Downstream com prejuízos de kz 283.990 milhões.
Estes resultados da empresa e nos segmentos extra ao seu principal core business dão razão às medidas de regeneração iniciada com a separação de empresas não nucleares e que, brevemente, deverão ser privatizadas em bolsa.
Apesar deste contributo, no consolidado, o resultado líquido foi de kz 79.977 milhões, com registo de um aumento de 192 por cento face ao exercício de 2017. Para este resultado, contribuíram, positivamente, a actividade de Upstream e Midstream, com 685 e 28 por cento, respectivamente.

Processo em conclusão
No III Conselho Consultivo, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino de Azevedo, disse que o Programa de Regeneração da Sonangol E.P e o processo de implementação da Agência Nacional de Petróleo e Gás, além do desempenho do Instituto Regulador de Derivados do Petróleo são nuances de um óptimo pecúlio do sector, atendendo aos desafios inicialmente impostos pelo Governo.
No seu mais recente relatório e contas, a Sonangol fez saber que o ano operacional de 2018 ficou marcado por dois eventos de grande impacto na sua actividade: a aprovação do novo Modelo de Organização do Sector Petrolífero, pelo Executivo, que cria as bases para o surgimento de uma entidade autónoma, para exercer a função de Concessionária Nacional para os hidrocarbonetos. À luz deste modelo, ficam separadas em entidades autónomas distintas as funções de Concessionária Nacional e de Operadora, até então exercidas pela Sonangol EP. O outro facto de realce aconteceu no mês de Novembro, quando demos os primeiros passos para o início de uma nova etapa ao longo dos nossos 42 anos de história: o lançamento do Programa de Regeneração, visando a reestruturação do Grupo Sonangol, e cuja implementação nos permitirá focar nas actividades da cadeia de valor do petróleo bruto e do gás natural.
Em relação à actividade de exploração e desenvolvimento, o ministro disse que foram cedidos à Sonangol alguns blocos petrolíferos para trabalhar, no âmbito da negociação directa, prevista na lei de contratação para cessão de blocos.
No âmbito da refinação, disse, a Sonangol tem a responsabilidade de velar pela parte técnica desta estratégia do sector, e associada a esta tarefa, uma missão fundamental da petroquímica entregue à petrolífera angolana.
Outra tarefa que a Sonangol tem, segundo o titular da pasta do Mirempet, é relativa ao processo de liberalização do segmento do Downstream, que obriga a empresa a deixar o monopólio deste segmento da actividade produtiva. Assim sendo, a Sonangol vai ter que se preparar para ter uma presença concorrencial neste mercado.

Regeneração nas pessoas
Em 2018, a Sonangol contou com um total de 7.513 colaboradores, decrescendo 7 por cento em relação a período homólogo de 2017, explicado em parte pela saída de colaboradores em função do programa de reforma da empresa, assim como alinhado à estratégia definida pela Organização no âmbito do programa de regeneração em curso.
Neste momento, a força de trabalho da Sonangol é representada maioritariamente por homens (68%).
Sabe-se, no entanto, que a Sonangol E.P foi a empresa com maior representação, com 27 por cento da força de trabalho activa, seguida da Sonangol Distribuidora com 15. Por segmento de negócio, a maior parcela da força do trabalho está concentrada no segmento Corporativo e Financeiro, seguido dos Negócios Não Nucleares, Logística e Distribuição, Exploração e Produção e no fim da lista o segmento de Refinação e Transporte. O compromisso da Sonangol com a sociedade caracteriza-se pelos diversos programas de acção social e qualidade de vida no quadro da sua responsabilidade social interna, bem como na melhoria da sua relação com os mais diversos stakeholders externos.

Agência acelera parcerias
O sector ressalta o facto de com a entrada da Agência Reguladora iniciar-se um ambiente de maior confiança entre os vários operadores.
Por exemplo e muito recentemente, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíves (ANGP), a Cabinda Gulf Oil Company Limited e a Sonangol assinaram um protocolo de cooperação para o estudo e avaliação técnica do Bloco 34, localizado no offshore da bacia do Baixo Congo em Angola.