Isaías Samakuva disse que segundo os pesquisadores, Angola tem uma riqueza líquida privada estimada em 75 mil milhões de dólares, a sexta maior do continente.
Para ele, esta riqueza foi gerada pela economia nacional, mas não está registada nas contas nacionais. Uma parte está aqui mesmo no país e outra está no estrangeiro, sob as mais diversas formas e disfarces. “Pertence à cerca de 320 entidades multimilionárias, isto é, que detêm um património individual superior a 10 milhões de dólares e 6.100 entidades milionárias, isto é, com fortunas de um milhão de dólares”, disse.
Conforme explicou, uma estimativa dos fundos a arrecadar deve ser incluída como receita extraordinária do OGE para 2018 e uma instituição multidisciplinar “ad hoc” deve ser criada para gerir este dossier do Estado.
“Um OGE que inclua tais receitas extraordinárias; que tenha como objectivos o reforço da democratização, o resgate da cidadania, a redução da fome e da pobreza, o combate à criminalidade, incluindo à alta corrupção e que inclua medidas para a renegociação da dívida, para a actualização da subvenção do Estado aos partidos”, disse.