A forte  dependência dos níveis de troca com os parceiros externos mantém-se, para os próximos anos, como um dos grandes desafios que os governos africanos têm de superar, uma vez que as matérias-primas apresentam preços muito voláteis e sujeitos à intervenção de vários outros factores.

Num recente relatório, o Fundo Monetário Internacional (FMI) explica que a estabilização da taxa de inflação para uma média de sete por cento é excelente notícia para o continente. Contudo,  os conflitos e a insegurança internos, assim como os riscos de determinadas medidas políticas não se dissociam desta análise.

Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), apoiar a actividade económica e conter a acumulação da dívida são escolhas que os governos terão de enfrentar, aliando ao interesse nacional medidas de combate às eventuais contracções fiscais.

“O sucesso na redução da inflação tem fornecido espaço para uma flexibilização gradual do sistema monetário e da orientação política em vários países”, refere o relatório.

Outra nota de referência, segundo o documento, está no facto de os formuladores de políticas de governação em África precisarem também se esforçar para tornar o crescimento mais inclusivo e isso através de reformas para promover a diversificação económica e o aumento de emprego, o aprowfundamento sobre o bom andamento dos respectivos sectores financeiros e a eliminação das disparidades nas infra-estruturas.

Diante desse quadro, os especialistas do FMI são unânimes em admitir que escolhas fiscais são mais dificéis nos países onde o crescimento económico é muito mais fraco.

Crescimento garantido
Na sua publicação anual, que avalia o desempenho global da economia, o FMI deixa claro que a África subsahariana deverá continuar a crescer a um ritmo forte durante 2013-14. A região precisará de manter a combinação de forte e abundância de recursos naturais com as necessidades próprias de economias de baixa renda e que beneficiam de robustez nacional e
de alta demanda.

O consumo privado e os investimentos são dois pilares que vão impulsionar a continuidade das actuais tendências de expansão, que fora interrompida pelos efeitos da crise de 2008/2009.

Uma das grandes baixas que a economia africana registou foi o facto de o crescimento do PIB ter sido um pouco menor do que o previsto no relatório económico de Outubro 2012. Os problemas com a produção petrolífera na Nigéria e outros na África do Sul, por sinal as duas principais economias da região, tiveram forte impacto nesse desempenho abaixo das previsões. Angola, particularmente, logrou nesse mesmo período, por uma actividade petrolífera muito significativa da qual foi possível a manutenção
de indicadores positivos.

Cenário para 2014
Segundo o FMI, o principal motor do crescimento económico em 2014 será o fortalecimento da actividade na África do Sul e nos países de renda média, baseada na melhoria do ambiente externo.Da mesma forma, espera-se que alguns países de renda baixa e frágil consigam apresentar um melhor desempenho.

Uma alusão ao relatório “Africa’s Pulse” publicado pelo Banco Mundial ressalta a posição deste organismo segundo a qual o crescimento económico na África subsahariana deverá cifrar-se em mais de cinco por cento, em média, no período 2013-2015. Para estes, em virtude dos elevados preços mundiais das matérias-primas e dos gastos robustos dos consumidores do continente está  garantido que a região se manterá entre as de maior crescimento no mundo. A África mantém excelentes condições de crescimento.