A bola vai rolar, mas a economia vai manter-se praticamente igual. É o que revela um estudo da Moody´s que prevê um curto benefício económico para a Rússia, o país anfitrião do Mundial de 2018. “ Os jogos só vão durar um mês e o associado estímulo económico será limitado em comparação com o tamanho da economia Russa de 1,3 mil milhões de dólares (309 mil milhões de kwanzas)”, afirma Kristin Lindow, analista da Moody´s, assinalando que a agência de notação financeira não irá dar uma contribuição significativa para o crescimento económico da Rússia. A Moody´s estima que os investimentos com o Mundial apenas representam 1 por cento do total dos investimentos no país. Para a agência, o evento terá impacto inferior ao dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2014.
Ainda assim, existem factores positivos. Um deles é que as cidades anfitriãs Têm melhorado os seus serviços de transporte e de infra-estruturas, o que deu um impulso no sector de construção Russo. Essa nova infra-estrutura irá gerar mais receita fiscal e diminuirá a necessidade de investimentos no futuro. Contudo esses investimentos também significam que temporariamente, as finanças de algumas regiões como São Petersburgo, ficaram mais débeis e a dívida aumentou consideravelmente.
Um dos benefícios que deverá ser mais duradouro é o alargamento dos aeroportos de Moscovo, que assim ficam melhor preparados para receber maior fluxo de passageiros, mesmo depois do evento. Além disso, o aumento de turistas irá beneficiar as contas externas Russas, que já são positivas. A nível das marcas, a Moody´s prevê que o impacto positivo da exposição mediática seja sentido pela Coca-Cola, Adidas, Busweiser e McDonald’s.