O projecto agro-pecuária de Sacassange, localizado na cidade do Luena, província do Moxico, que já produziu até 2016, cerca de 13 mil ovos por dia e mais de 10 toneladas de produtos hortícolas por semana, está paralisado desde o mês de Janeiro, por falta de recursos financeiros.
Para o relançamento da produção, de acordo com o responsável pela gestão do projecto, Fernando Branco, a empresa necessita de mais de 200 milhões de kwanzas, para amortizar os salários em atraso dos trabalhadores, bem como para a aquisição de matéria-prima, com realce para a aquisição de soja para fabricação de ração que facilitará o repovoamento das três naves de aves.
Concebido em 2012, para aumentar os níveis de produção e manter a sustentabilidade em termos de produtos agrícola, até ao ano passado, o projecto possuía 15 mil galinhas poedeiras, divididas em três naves de produção e uma de passagem com mais de 20 mil pintos, bem como de 118 trabalhadores.
A iniciativa agro-pecuária já era considerada uma das referências da região Leste do país, porque contribuiu para a segurança alimentar e o
desenvolvimento económico.

Momentos difíceis
O local que já foi bastante frequentado devido à qualidade de produtos, tanto para pessoas singulares, tanto para empresas, hoje encontra-se quase abandonado e sem soluções para o seu auto-sustento.
Em 2017, o projecto agro-pecuário Sacassange dispunha, em fase experimental, de 760 gado caprino de origem sul-africana e um viveiro de plantas frutíferas para facilitar os trabalhos dos fazendeiros locais.
Fernando Branco disse que devido à falta de pagamentos de salários, os trabalhadores encontram-se em greve desde o princípio do mês de Janeiro.
O responsável lamentou que a empresa continua com portas encerradas e para manter a segurança dos equipamentos existentes, foram contratados cinco trabalhadores, por regime temporário.
Questionado sobre o paradeiro de rendimentos feitos pelo projecto, durante seis anos de produção, Fernando Branco, afirmou que “o dinheiro era canalizado” para a contabancária da “GESTERRA”.
Na altura, apesar da produção e facturação, não havia retorno das verbas para Sacassange, o que ajudaria a manter os programas.
Segundo Fernando Branco, as dificuldades que o projecto Sacassanje enfrenta até ao momento começaram tão logo que se despoletou a crise cambial, o que implicou a paralisação da importação dos imputes agrícolas, vacinas e outros equipamentos que serviriam para o normal  funcionamento da fazenda.
Garantiu que a Gesterra prontificou-se em pagar as dívidas com os trabalhadores e fornecedores.
Tão logo exista esta “abertura”, sublinhou, os trabalhos podem ser retomados a qualquer momento.
O projecto agro-pecuário, que ocupa uma área total de oito mil hectares, dispõe de uma loja de vendas de produtos, matadouro, área administrativa, sala de formação, posto de saúde, quatros residências com dois quartos cada, câmaras frigoríficas, fábrica de ração animal e 100 estufas para hortícolas.

Benguela aumenta número de aviários 

No âmbito da estratégia de crescimento da avicultura na província de Benguela, foi inaugurado, recentemente, no município da Baía Farta, um aviário com capacidade para produzir 26.500 ovos por dia.
Denominado “Ovo d’ouro”, o aviário, com um investimento de 3,5 milhões de dólares norte-americanos, conta com 28 mil galinhas poedeiras, provenientes da Espanha, cruzadas com aves da raça “Brown Nick” dos Estados Unidos da América.

Capacidade produtiva
Após a inauguração do empreendimento pelo governador provincial de Benguela, Rui Falcão, Abreu Simbeia, médico veterinário e director de desenvolvimento do projecto, apontou que o mercado informal é o principal destino da produção recebendo por dia 70 caixas em média, dispondo de 360 ovos, cada.
O gestor do aviário avançou que, para aumentar ainda mais a capacidade, o grupo estima produzir até 2020 cerca de 100 mil ovos por dia para que possa abastecer também a rede de supermercados em Benguela.
O projecto criou 19 postos de trabalho directos, na sua maioria ocupados por jovens, e conta também com uma fábrica de ração com capacidade instalada de 50 mil toneladas, nave de cria e recria para pintos, e de postura para galinhas.
Com esta iniciativa, sobe para 10, o número de aviários existentes em Benguela.

“António Chivinda”
adquire 30 mil pintos

Com a aquisição de trinta mil novos pintos, no mês de Julho deste ano, o aviário “António Chivinda”, localizado na cidade do Cuito (Bié), prevê aumentar a sua produção de ovos de sete para 26 mil ovos por dia, nos próximos tempos.
O proprietário do aviário, com o mesmo nome, disse à Angop que possui neste momento 10 mil aves poedeiras e uma produção de sete mil ovos/dia, menos 27 mil em relação aos anos anteriores.
Justificou que a produção de ovos baixou devido ao envelhecimento das aves, que actualmente produzem muito pouco e estão servindo mais para o abate.
Os pintainhos foram adquiridos na Republica de Marrocos, mas o empresário escusou-se em anunciar os custos da compra.
O aviário “António Chivanda” existe na província do Bié desde 2009, e possui uma área de 10 hectares e garante emprego a mais de 20 trabalhadores.