O sector da indústria transformadora a nível da província de Cabinda está a dar sinais positivos, com o surgimento de várias fábricas de diferentes actividades, e que estão a ajudar no crescimento económico, redução do índice do desemprego, aumento da produção interna e na melhoria da qualidade de vida das populações.

Na região estão a nascer fábricas, como a de óleo de palma, de sabão, sabonetes, de materiais de apoio à construção civil e de projectos ligados à produção de oxigénio, centilénio e outros gases destinados à soldadura, bem como para outros trabalhos ligados à metalo-mecânica.
A par dessas fábricas existem outras como as de água mineral Tchiowa, água mineral de mesa de Cabinda, papel higiénico, omo, colchões, cimento cola, agro-indústria, chapas onduladas, telhas, tijolos e da indústria transformadora
da madeira.

Implementação de projectos
Com o programa da diversificação da economia tem existido interesse na implementação de projectos por parte de investidores nacionais e estrangeiros começam a acreditar nas potencialidades da província.
O Executivo angolano garante confiança aos investidores fruto de certa estabilidade macroeconómica que se assiste no país, bem como dos sinais de paz definitiva que o país vive o que possibilita os empresários investirem nesta parcela do território nacional sem correrem o risco de perder os seus investimentos.
Os projectos industriais em que os empresários nacionais e estrangeiros podem investir estão ligados a vários segmentos, como da madeira, material de construção, de consumo doméstico e do ramo agro-industrial.
Além desses projectos, também existem outros que têm a ver com a transformação de frutas e da transformação de ração para animais que tem sido uma aposta séria do governo da província que pensa em projectar outras linhas de transformação que vão dar um outro conforto ao relançamento do emprego no seio dos jovens locais.

Economista crê na indústria
O economista Francisco Ntonha acredita que com o programa de diversificação da economia que o executivo central está a levar a cabo para potenciar a produção interna vai estimular o relançamento da indústria transformadora em Cabinda, em particular, e no país, em geral.
Para o economista, a indústria tem uma importância fundamental no desenvolvimento de uma região para o crescimento da sua economia.
Referiu que com a queda do preço do petróleo no mercado internacional, o executivo tem vindo a apostar em outros sectores da economia fora da indústria petrolífera que continua a ser chave da arrecadação de receitas para o PIB do país.
“Com o surgimento de várias fábricas no país há um ganho, porque mesmo a continuarmos a depender das importações já é notável a produção interna, o que proporciona o crescimento da nossa economia”, destacou.
Para o especialista “a produção interna está a estimular o emprego, a facilitar a redução dos preços e a lei do investimento é aliciante para atrair investidores”.

Fomento
da pecuária

No quadro do programa de desenvolvimento provincial de Cabinda (PDPC), para o período 2017-2022, a secretaria da Agricultura e das Pescas está a fomentar a pecuária no seio dos criadores individuais, dispondo de 4.132 bovinos, 26.653 caprinos, 14.949 ovinos, 55. 185 suínos  e 19.689 aves.
No sector das pescas, controla 1.876 pescadores marítimos e artesanais que produziram em 2017, mais de 1.045 toneladas de pescado diverso, com a utilização de 221 embarcações artesanais.
“Cabinda carece de empresas semi-industriais e industriais de pesca, por isso estamos abertos a qualquer empresário, quer nacional, quer estrangeiro, que estamos a oferecer condições para se poder desenvolver esta actividade. No ano passado produziram-se 6 mil toneladas de pescado”, disse.
A província de Cabinda possui cinco lagoas, sete rios para pesca continental e para irrigação do solo, bem como para o aproveitamento das espécies para prática de piscicultura e aquicultura.

Pólo do Fútila
de braços abertos

O Pólo Desenvolvimento Industrial do Fútila é aposta  do Governo central e local, com o objectivo de proporcionar à província de Cabinda (considerada como a terra da madeira e do petróleo) mecanismo de desenvolvimento económico autónomo da exploração petrolífera.
O projecto foi criado em 1996, na sua primeira fase de implementação estava avaliado em 37 milhões de dólares americanos.
A iniciativa que está a ser implementada na planície da comuna de Malembo, 36 quilómetros a Norte da cidade de Cabinda, numa extensão de 2.400 hectares, visa igualmente aumentar a produção industrial, a oferta interna de bens e serviços, bem como a substituição paulatina dos principais produtos importados pelos empresários locais. A ideia do Executivo é potenciar os empresários e as empresas de condições financeiras para que haja maior exportação de produtos produzidos localmente e garantir a entrada de divisas para o país.
Vai ser abrangente porque depois da conclusão da fase A, seguir-se-ão as etapas B e C, onde vão ser contempladas outras estruturas como escolas, hospitais, restaurantes, áreas sociais, construção de casas, de baixa, média e alta renda. O funcionamento do pólo do Fútila vai dispor de um núcleo de transformação de produtos aproveitados a partir dos recursos naturais o que vai permitir mais-valia para o crescimento económico das populações.
A implementação da “fase A” vai trazer benefícios à população local, porque vai reduzir as importações para determinados produtos e colocar os produtos da região no mercado externo.