A Kinglike Energia e Tecnologia, empresa chinesa que actua no ramo da energia solar, está a construir uma fábrica de montagem de autocarros solares na cidade do Dundo, província da Lunda Norte, cuja comercialização está aprazada para Setembro deste ano.

A energia solar será utilizada não só para a alimentação dos aparelhos eléctricos da viatura, mas também para a propulsão dos autocarros e estarão equipados com batérias que são recarregadas a partir de fontes de energia solar.

Segundo a directora adjunta da empresa, Viviane Zang, em entrevista ao JE, a intenção visa à redução dos custos dos combustíveis bem como minimizar a poluição de gases nocivos ao ambiente.

A responsável revelou ainda que os automóveis serão comercializados a preço de 20 mil dólares (dois milhões de kwanzas) e que a assistência técnica pós-venda está garantida por intermédio de técnicos especializados provenientes da China.

Viviane Zang, que falava à margem da quinta edição da Feira do Ambiente, realizado nas instalações da Feira Internacional de Luanda (FIL), nos dias 4 e 7 deste mês, acrescentou que estão igualmente a procura de parceiros locais a fim de se instalar em outras províncias do país para a comercialização das viaturas.

A empresa apresentou igualmente nesta feira outros produtos solares como sistemas fotovoltaicos residenciais que instalados fornecem energia, cozinhas portáteis solares, termo acumulador que transforma a energia solar em térmica para aquecer a água, mini-sistema de iluminação, entre outros.

Greentech
Já a Greentech, empresa vocaciona para o desenvolvimento de projectos na área das tecnologias ambientais, apresentou durante a feita três projectos em curso no país. A empresa vai equipar as lojas “Kicuia” com painéis solares para garantir energia às máquinas registadoras e aos computadores, segundo o gestor de projectos, André Rodrigues.

O referido projecto vai comportar sistema solar de até 1.000 wp (watt-pico), quatro painéis solares policristalinos de 250 wp, quatro baterias “Exide Gel”, dois reguladores de carga “Steca mppt” 2010 com capacidade para garantir iluminação.

Um outro projecto da firma tem a ver com a produção, distribuição e comercialização de energia no município do Cuango, província da Luanda Norte, onde poderá investir 15 milhões de Kwanzas (1,8 mil milhões de Kwanzas). Numa primeira fase, a empresa vai reabilitar o parque eléctrico já existente e construir novas linhas de distribuição de energia com instalação de contadores pré-pagos bem como abertura de lojas para a comercialização de cartões pré-pago assim como a criação de piquetes de assistência técnica e manutenção. Na segunda fase, a empresa pretende aumentar a capacidade de produção de energia através de instalação de parque fotovoltáico de 1-5 mw na localidade de Cafunfo.

Além disso, a firma está a proceder à recolha de resíduos sólidos nas praias da Ilha de Luanda e Mussulo onde está igualmente a efectuar a reabilitação das aéreas costeiras, limpeza manual e mecânica.

AmbiÁfrica
Especializa no tratamento de águas e gestão dos resíduos e sistemas de produção de energias limpas, a AmbiÁfrica está a desenvolver no âmbito do programa “Água para Todos” que consiste na instalação de bombas solares que não necessitam de geradores a combustível, segundo avançou o seu director, José Leite.

No que tange à gestão dos resíduos e derivados, aquela empresa está a desenvolver vários projectos a nível dos governos provinciais nomeadamente, em Benguela e Cuando Cubango, no âmbito da criação dos aterros sanitários controlados que lhes permite
reciclar e separar o lixo.

Questionado sobre a problemática do lixo que Luanda regista nos últimos tempos, o responsável disse que pela experiência e fruto de alguns colóquios e estudos já realizados, é importante haver um trabalho de base e compromisso com o que se pretende, para que a problemática do lixo na cidade capital seja resolvida.

“Temos dado o nosso contributo enquanto operadora e acreditamos que com o novo modelo de recolha de lixo à vista a partir de Agosto a fiscalização e controlo seja redobrada, mas para isso é preciso que as pessoas estejam mais educadas e envolvidas neste desafio”, disse.

De acordo com o gestor, o volume de negócios da AmbiÁfrica estima-se em 65 milhões de dólares (oito mil milhões de Kwanzas) quer no sector dos resíduos como na captação e tratamento de água. Acrescentou também que desde 2011 já investiram pelo menos 50 milhões de dólares (seis mil milhões de Kwanzas) no mercado angolano.

Contudo, durante quatro dias os expositores abordaram vários temas ligados aos sistemas de gestão ambiental bem, como os impactos ambientais do sector dos petróleo e novas tendências.