Este resultado será atingido graça ao aumento em 150 por cento da capacidade actual de geração de energia, passando dos actuais 3.334 para 7.500 MW, sendo que 500 MW dos quais a partir de energias novas e renováveis.
A estratégia do Executivo para o sector passa também em ligar mais de um milhão de novos clientes (200 mil por ano), ao longo de todo o território nacional com ênfase nas sedes de província, suas áreas urbanas, periurbanas e nas sedes de municípios.
Será também reforçado o programa “Aldeia solar” para levar serviços de energia às populações dispersas com mais de dois mil habitantes.
Neste mesmo período, será lançado o programa de combate às perdas de energia, para melhorar a eficácia comercial do sector. O programa do Governo contempla a universalização do contador pré-pago, garantindo que a cada cliente corresponda um contador pré-pago com pagamento e carregamento facilitado.
Existe também o plano de um novo corredor de Muita Alta Tensão do Queve na direcção Sul, para a Namíbia, passando por Benguela e Lubango, contemplando uma “espinha dorsal” Norte-Sul a 400 kv. Este corredor aproximar-se-á do litoral criando flexibilidade para no futuro escoar energia, ligada a um eventual novo local de abastecimento de gás.
Está previsto o lançamento de novos empreendimentos hidroeléctricos de média dimensão nos rios Queve e Catumbela, em parceria com o sector privado. Será igualmente lançado o empreendimento de uma segunda central de ciclo combinado no Soyo, em parceria com o sector privado.
Será concluído a construção dos grandes empreendimentos hidroeléctricos de Laúca e Caculo Cabaça.
Neste fase, será concluída a interligação dos sistemas eléctricos regionais Norte, Centro, e Sul, bem como o reforço do fornecimento a Benguela e Huambo, interligar Menongue e reforçar a capacidade de escoamento da bacia do Médio Kwanza para Luanda.

Mais água potável
No período 2018/2022, o Governo se compromete a passar de uma taxa de cobertura no fornecimento de água potável as zonas urbanas dos actuais 60 por cento para 85. Pretende-se também passar de uma taxa actual de cobertura rural de 66 por cento para 80.
Com este propósito serão concuídos os projectos estruturantes de captação e distribuição de água.
Serão construídas e reabilitadas barragens de elevada capacidade de armazenamento que permitam regularizar os caudais afluentes para satisfazer múltiplos utilizadores, em particular a produção de energia eléctrica, mas também para a irrigação e pecuária.
O programa “Água para Todos”, a sua implementação irá continuar.