A conclusão    de  mais quatro  terminais marítimos de passageiros em Luanda, localizados na zona do Museu da Escravatura, Macoco, Mussulo e Chicala, unidos aos do Capossoca e do Porto de Luanda, recentemente inaugurados pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, vai gerar mais de 900 novos postos de trabalho.

Enquadradas na estratégia de descongestionamento do tráfego rodoviário da capital, as referidas infra-estruturas serão na totalidade seis, subdivididas em três empreitadas distintas, nomeadamente, a construção dos edifícios de passageiros, dos cais e a realização de dragagens.

A construção dos edifícios de passageiros comportará um ou dois pisos e inclui, além dos serviços normais para os passageiros, outras áreas de apoio, como restauração, escritórios, áreas de atendimento, entre as quais sala VIP, de acomodação dos passageiros, serviço de táxi, zona para venda de bilhetes de passagem, parque de estacionamento e lojas. Construídas por uma empresa espanhola, estas estruturas funcionais vão permitir a criação de mais de novecentos
postos de trabalho.

Objectivo estratégico
A entrada em funcionamento deste serviço de apoio aos funcionários públicos visa facilitar a chegada atempada destes aos locais de trabalho no centro da cidade, muitas vezes dificultada, devido ao congestionamento do trânsito no troço Benfica-Samba, que agora conta com dois catamarãs denominados “Snav-Altair”, com capacidade para 420 passageiros cada, que já fazem a navegação no percurso Capossoca-Porto de Luanda, com 12 viagens ao dia, sendo seis no período da manhã e as restantes à tarde. Para a classe executiva, a passagem custa dois mil e a económica está cotada em 250 kwanzas, numa corrida feita em cerca de 45 minutos, dependendo das condições climatéricas.

Próximos terminais
Segundo o ministro dos Transportes, Augusto Tomás, numa segunda fase, serão implementadas linhas marítimas para Corimba, Cacuaco e Panguila (Bengo). A par dos projectos de Luanda estão em curso estudos para a ligação marítima entre as cidades de Cabinda, Soyo-Pedra do Feitiço e Nzeto (Zaire), Dande (Bengo), Porto Amboim (Kwanza-Sul), Lobito-Benguela e Namibe. Já no sector fluvial, há informações sobre a intenção de activar o transporte de passageiros e bens no rio Luvumbo (Kuando- -Kubango), por forma a ligar, por via fluvial, essa província à vizinha República da Zâmbia nos próximos três anos. Em relação às instalações portuárias em Porto Amboim, no Kwanza-Sul, serão concluídos os projectos necessários, tendo em vista a construção de um porto de média dimensão. O mesmo acontecerá em relação ao Porto do Soyo, na província do Zaire. Augusto Tomás disse tratar-se de um projecto que começa em Luanda e que se vai estender a todo o litoral do país, designadamente, Cabinda, Soyo, Nzeto, Nóqui, Pedra do Feitiço, Estação da Defa, Ambriz, Barra do Dande, Porto Amboim, Lobito, Benguela e Namibe.

Dados importantes
A capacidade de transportação de cada barco é de 400 passageiros que, multiplicados nas 12 viagens/dia, totalizarão quatro mil e 800 pessoas, que em média vão pagar 250 kwanzas por viagem. Por viagem, cada embarcação factura perto de cem mil kwanzas, 600 mil por dia, e as duas poderão encaixar um milhão e 200 mil kwanzas no final do exercício.