A reabertura da fabricada de tijolos, da Sociedade de Cerâmica de Angola, no município do Negage, na província do Uíge, está a contribuir para o aumento das obras de construção civil, na região e a diminuição de preços do produto.
 Nos últimos meses, a fábrica de tijolos sofreu obras de reabilitação, o que permitiu um aumento da sua capacidade de produção de 15 mil tijolos por dia para 25 mil, para satisfazer a procura.
O tijolo de 11 centímentos (cm) chegou a custar 120 kwanzas enquanto que um de 15 cm estava a ser vendido a 130.
Com a reinauguração da fábrica, os preços baixaram para 90 kwanzas e 95, cada, facto que devolveu “alívio” aos empreiteiros e outras pessoas singulares.
O director comercial da Sociedade Cerâmica de Angola, Damião Lukeni Bernardo, referiu que o aumento da oferta de tijolos surtiu algum efeito positivo no mercado, mas nota-se uma fraca procura do produto por parte dos compradores, visto que ainda se regista a alta de preços de outros materiais de construção no mercado.
“Até o ano 2015 vendíamos dois a três mil tijolos por dia e muitas vezes não conseguíamos atender a procura. Por isso, resolvemos aumentar a nossa capacidade de produção”, disse.
Por outro lado revelou que “sentimos que o preço do ferro, telha, chapas de zinco, tubos e outros materiais continuam altos o que condiciona negativamente as nossas vendas porque não basta comprar tijolos é preciso reunir outros elementos”.
O gestor revelou que a redução dos preços do material de construção com realce para o cimento, ferro, telhas e chapas de zinco é fundamental para a retoma das obras de construção civil, em toda a extensão do país, principalmente nas zonas mais recônditas.
“O material chega nestas zonas a um preço relativamente alto o que desencoraja aqueles que querem construir ou reabilitar as suas casas”, frisou.

Preocupação
Vários armazéns que se dedicavam a venda de cimento estão encerrados devido a alta de preço, situação idêntica verifica-se também com algumas fábricas de bloco.
O comerciante de cimento Jaime Eduardo Mendes afirmou que em Luanda já se verifica alguma redução do preço, no entanto, nos últimos dias surgiram alguns problemas para adquirir o cimento directamente da fábrica, o que encarece o produto no interior do país, pois envolve-se custos adicionais, principalmente alguns intermediários.
“Nos últimos meses nos armazéns da cidade do Uíge, estamos a comercializar o cimento Tunga a 2.800 kwanzas, pois que temos encontrado dificuldades para comprar directamente da fábrica, facto que nos faz vender também a um preço alto aos nossos clientes”, revelou.
O comerciante espera com “urgência” que sejam removidos os problemas, já que muitos “oportunistas estão a se aproveitar da situação, para encher os bolsos”.
Para Alberto David Gombo, proprietário de uma empresa de construção civil, afirmou que algumas obras estão paralisadas devido a subida dos preços do material de construção, no mercado, nomeadamente o cimento, ferro, chapas de zinco, telhas e outros.
Segundo o empresário, o aumento da produção de tijolos e a redução do seu preço na fábrica da Sociedade Cerâmica de Angola está ajudar bastante na recuperação de algumas obras, faltando apenas a redução de preço de outros materiais.