A entrada em operações, na sexta-feira passada, da “Joint Venture” Sonangol & Total põe fim ao monopólio na distribuição de refinados e derivados de combustíveis detido até então pela petrolífera estatal e inicia nova fase na prestação de serviços.

Adicionalmente aos combustíveis, os postos de abastecimento irão disponibilizar lojas de conveniência com a marca “Bonjour”, estações de mudança de óleo e venda de lubrificantes adoptando o conceito Total Quartz Atocare Center e lavagem de carros.
O fim do monopólio, neste domínio, representa também a abertura para os investidores privados capitalizarem os seus recursos num dos sectores da econonomia de capital intensivo.
A rede inicial construída pela Sonangol compreende 44 postos de abastecimento activos e um que se encontra em construção. Os mesmos estão localizados em 10 províncias costeiras e centrais, nomeadamente Luanda, Benguela, Cuanza Sul, Cuanza Norte, Malanje, Namibe, Uíge, Bié, Huambo e Huíla, o que permitirá à “joint venture” garantir uma cobertura das principais áreas de consumo do país.
Esta parceria irá também reforçar a relação entre a Total e a Sonangol, permitindo desenvolver sinergias adicionais e partilhar práticas e expedirias neste segmento de mercado. A Total é o maior retalhista em África, com presença em 40 países africanos com 4.500 postos de abastecimento. Angola é único mercado em que a empresa não tinha presença na distribuição.
Conforme ficou previsto, nos próximos cinco anos, a parceria Sonangol & Total vai garantir 45 postos.
A Sonangol e a petrolífera francesa Total rubricaram ontem, em Luanda, um acordo de distribuição dos produtos refinados e actividades conexas no sentido de materializar a estratégia do Executivo angolano de liberalização do mercado dos combustíveis através da Lei da concorrência.

Tudo apostos
O contrato, assinado pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, e pelo director de Marketing e Serviços da Total para África, Stanistas Mittelman, é uma “joint venture” que marca a entrada da Total na comercialização de combustível e venda de lubrificantes, e o fim do monopólio.
A Sonangol e a Total irão trabalhar em conjunto a fim de implementar a transferência dos postos de abastecimento para a joint venture e prevê-se que a nova empresa começa a funcionar no I trimestre de 2019.
De acordo com Carlos Saturnino a ideia é que o país possa registar a entrada de mais empresas a desenvolverem este tipo de actividade, na busca de melhores serviços “e no futuro registar-se uma redução no preço dos combustíveis de modo a que os clientes que são o nosso grande foco se sintam cada vez mais satisfeitos”.
Para Stanistas Mittelman, esta parceria marca o início do desenvolvimento de uma nova actividade para a Total em Angola que pretende também actuar no comércio geral, distribuição de lubrificantes e posteriormente no sector da aviação, logística e importação.
“Este projecto está inserido na estratégia da empresa em mercados relevantes e com taxas de crescimento promissoras, como é o caso do mercado angolano”, sublinhou, acrescentando que se trata de um investimento considerável que permitirá atingir, nos próximos três anos, uma quota de mercado de 10 por cento.