O programa de construção de Pólos de Desenvolvimento Industrial permitiu a construção de três unidades nas províncias de Benguela, Malanje e Zaire, além de Luanda, e com eles a criação de um total de 11 mil postos de trabalho directo.
A meta continua ser a de transformação da produção local em bens acabados e de consumo nacional e de qualidade exportável no quadro do combate à fome e à pobreza nas comunidades rurais.
De acordo com o director do Gabinete de Estudos e Planeamento Estatístico do Ministério da Indústria, José Sala, durante os últimos três meses de 2018, a Unidade Técnica de Investimento Privado captou três projectos estimados em mais de 91 milhões de dólares. Os mesmos criaram, aproximadamente, 2.500 postos de trabalho.Já em 2017, a mesma Unidade Técnica de Investimento Privado mobilizara 48 projectos industriais, avaliados em usd 11 milhões, tendo criado mais de dois mil empregos.
Os resultados foram mais significativos em 2016, influenciados pelo contexto económico. Naquela altura, a indústria captou 150 milhões de dólares e foi possível fazer surgir 6,5 mil empregos.A execução efectiva do Plano de Desenvolvimento Nacional 2017-2022, assim como o programa do Sistema Nacional de Qualidadesão as metas do Executivo.O programa contempla o aumento da produção da farinha de milho, açúcar, arroz,leite, óleo de palma e sabão.Para José Sala, se por um lado o governo está a trabalhar para o fomento à indústria transformadora nacional, por outro, precisa-se trabalhar para que os produtos nacionais estejam dentro dos padrões internacionais. "
A qualidade consta entre os requisitos para assegurar o sucesso dos produtos feitos em Angola no mercado regional”, garantiu.A partir deste programa, o Estado levará a cabo um conjunto de medidas e acções destinadas a assegurar a qualidade na produção nacional. E nisso, o Ministério da Indústria conta com o Instituto Nacional de Qualidade e o de Acreditação.
Quanto ao parque industrial este ainda não atingiu os níveis desejados, pois o custo da infra-estrutura continua além da capacidade financeira dos investidores o que torna o produto final mais caro para o consumidor.